Schumacher não pensa, ainda, em aposentadoria
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segunda-feira, 17 de outubro de 2005
Das Agências 
Berlim - O alemão Michael Schumacher, heptacampeão mundial de Fórmula 1, repetiu ontem em seu site oficial que não pretende se aposentar e que deseja reconquistar a coroa mundial na próxima temporada com a Ferrari. ''Não foi uma temporada da qual possa me sentir orgulhoso'', declarou Schumacher, 36 anos, na página virtual.
O alemão, que terminou o campeonato de 2005 na terceira colocação e venceu apenas um Grande Prêmio na temporada, insistiu que não pensa em abandonar as pistas. ''Ainda aproveito e me sinto em forma'', destacou o piloto, que está na escuderia Ferrari desde 1996. O contrato com a equipe vai até o final de 2006. ''Só me aposentarei quando tiver a impressão de não passar tempo suficiente com meus filhos. No momento, não é o caso'', acrescentou.
Schumacher demonstrou as ambições para 2006 um dia depois do último GP da temporada 2005, na China, que não completou depois de uma saída de pista quando a prova estava parada: ''Na próxima temporada, nosso objetivo é reconquistar o título mundial''.
''Quando você vê o domínio que tínhamos na temporada de 2004 e como as outras equipes nos superaram, não há motivo para pensar que não possamos fazer o mesmo'', afirmou.
Em 2004, a Scuderia venceu 15 dos 18 GPs, dos quais 13 por parte de Schumacher. ''A Ferrari continua sendo uma equipe competitiva: nada mudou nesse sentido e este inverno vamos trabalhar muito'', concluiu.
Pizzonia Antonio Pizzonia ainda acredita que tem chances de ser o titular da Williams na próxima temporada, apesar de todas as informações de que o alemão Nico Rosberg deve ser o dono do posto no ano que vem. ''Acho que eles (da Williams) irão tomar a decisão, se já não o fizeram, em breve'', disse o brasileiro depois do GP da China. ''Eu estou com o time por muito tempo e eles sabem o que eu posso fazer'', prosseguiu.
''Eu tive má sorte nos últimos GPs, mas eles me conhecem bem. Obviamente, eu espero conquistar o posto (de titular). Se eu não conseguir, eu realmente não sei o que irei fazer'', confessou.
''A única coisa boa nisso tudo é que, eu permanecendo como piloto de testes, a Williams terá um terceiro carro nas sextas-feiras no ano que vem, o que será bom'', consola-se Pizzonia.
O brasileiro vinha substituindo outro alemão, Nick Heidfeld, desde o GP da Itália, onde teve uma boa atuação, chegando até a pontuar. Contudo, nas provas seguintes deixou a desejar, se envolvendo em acidentes ou outros problemas, quando não marcou mais pontos até o final da temporada.


