Budapeste, Hungria - Michael Schumacher inicia hoje nos primeiros treinos livres do GP da Hungria sua preparação para tentar vencer pela 12 vez na temporada. Domingo ele pode alcançar a vitória de número 82 na carreira. A morte no GP de San Marino de 1994 impediu Ayrton Senna de conquistar mais que 41 vitórias. Se Schumacher ganhar o GP da Hungria, passará a ter dobro de primeiras colocações do brasileiro. Mas Schumacher não esconde: ''Ninguém me impressionou mais que Senna.''
A 13 prova do campeonato começou com Schumacher elogiando seu ex-adversário. ''Ainda me impressiono com a forma como ele guiava. O controle absoluto do carro e seu estilo único.'' A velocidade de Senna o levou a estabelecer 65 pole positions, mas Schumacher já está perto, com 61, uma das poucas estatísticas em que não é o primeiro. Apesar de tudo o que vem obtendo, prestes a ser campeão pela sétima vez, por exemplo, não se coloca como o maior de todos os tempos. ''Jamais disse algo sequer semelhante, a meus amigos ou à imprensa.''
Sair de Budapeste com outra vitória, contudo, ele reconheceu que não será fácil. ''Aqui Renault, BAR e McLaren serão muito velozes.'' Não citou a Williams, de Juan Pablo Montoya e do brasileiro Antonio Pizzonia.
O assunto do dia na quente pista húngara foi a possível transferência de Jenson Button da BAR para a Williams, definida por Montoya como ''loucura.'' O colombiano está trocando a Williams pela McLaren. ''A BAR cresceu em torno dele, talvez ele não goste de algo, não sei.'' Schumacher também se disse surpreso:
''Achei que Button estava feliz na BAR.'' O próprio Button declarou, ainda no início da sua entrevista, ontem, referindo-se ao anúncio de que correrá pela Williams em 2005:
''Por razões contratuais não posso comentar nada a respeito.'' E toda pergunta encontrava como resposta ''sem comentários.'' Button explicou que o ambiente dentro da BAR, ontem, ao reapresentar-se à equipe, para alguns como traidor, é bom. ''A hora que começarmos a disputa tudo é colocado de lado e o que interessa mesmo é vencer'', afirmou.
Se Button sair, já há candidatos se apresentando a Richards. ''Tenho absoluto interesse'', falou ontem David Coulthard, prestes a deixar a McLaren. E parte da imprensa italiana, como o diário esportivo Corriere dello Sport, publicou ontem que Richards fez um contato com Rubens Barrichello, para saber quais as condições do seu contrato com a Ferrari. Rubinho tem compromisso até o fim de 2006. O time de Maranello cobraria alto para liberá-lo.
Além de Rubinho, o Brasil terá três outros representantes no GP da Hungria: Ricardo Zonta volta a ser titular, agora da Toyota, no lugar de Cristiano da Matta; Antonio Pizzonia corre em substituição a Ralf Schumacher na Williams, ainda recuperando-se de fratura na coluna; e Felipe Massa, na Sauber. Zonta falou de seu retorno: ''Sinto-me muito mais bem preparado, técnica e emocionalmente.''
Jarno Trulli ainda não assinou com a Toyota, embora quase todos os detalhes de seu contrato estejam definidos. E Tsutomu Tomita, do time japonês, confirmou que Zonta tem chances, se for bem, de ser o companheiro de Ralf em 2005.

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