Schumacher garante ter tido premonição do título no Japão
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quinta-feira, 22 de outubro de 1998
Das Agências 
O quase sempre frio e incrédulo Michael Schumacher surpreendeu os jornalistas italianos ontem ao afirmar que teve a premonição de que será campeão do mundo dia 1º de novembro no Japão, pela terceira vez. Tenho a impressão de que alguma coisa vai acontecer e que nos levará ao título, disse em tom místico, nunca antes utilizado pelo cético e pragmático piloto. Michael Schumacher, da Ferrari, e Mika Hakkinen, da McLaren, disputam o Mundial na última etapa do campeonato, em Suzuka.
Nem mesmo quando conquistou vitórias históricas, a exemplo do GP da Bélgica de 95, em que largou em 16º e acabou em primeiro, Schumacher recorreu a algum plano não concreto para explicar seu sucesso. Tudo tem, ou tinha, lógica ou uma razão de ser para o alemão. Não posso dizer de onde vem essa premonição, mas eu a sinto, posso assegurar que está aqui, explicou o piloto alemão, para espanto dos que o ouviam.
Para ele, a dedicação impressionante da Ferrari, Goodyear e dele próprio para tentar no GP do Japão reverter a vantagem técnica de Hakkinen valeu a pena. Diria que estamos muito bem preparados para a corrida, falou, sem esconder, no entanto, estar se sentindo cansado.
Independente de tornar-se ou não campeão em Suzuka, Schumacher assegurou que dois dias depois da corrida já estará de volta à pista, no mesmo circuito. Ele irá testar os pneus Bridgestone na sua Ferrari, os mesmos que serão utilizados em 99, onde os dianteiros terão quatro sulcos e não três como hoje. Sinto necessitar de um descanso prolongado, mas esse treino é muito importante, por isso disse à minha equipe que eu queria realizá-lo.
Há nessa vontade toda também a curiosidade em ver como a Ferrari se comporta com os mesmos pneus da McLaren, já que a dupla da escuderia inglesa treinará ao mesmo tempo em Suzuka.
Schumacher testou sua Ferrari F-300 até terça-feira. Ontem, seu companheiro, Eddie Irvine, trabalhou com o carro em Fiorano e sua maior preocupação foi simular largadas. As ultrapassagens para monopostos de desempenho semelhante, como o F-300 da Ferrari e o MP4/13 da McLaren são difíceis no traçado japonês.
A carga de trabalho de Irvine, parecida com a de Schumacher, apesar da sua reconhecida falta de sensibilidade para testes, deve- se à importância que ele terá na disputa.
O canadense Jacques Villeneuve, da Williams, desembarca hoje em Hong Kong para conhecer o circuito de Zhuhai, onde dia 21 de março de 99 será disputado o GP da China. A pista tem cerca de 4.320 metros de extensão e acha-se entre o Hong Kong e Macao.
A fábrica japonesa Toyota deseja ingressar na Fórmula 1 a partir do ano 2001. Segundo a revista alemã Auto Sport, a empresa criaria uma equipe chamada Toyota Team Europa, com sede em Colônia. O comando da escuderia ficaria a cargo do francês Andre de Cortanze, que já trabalhou na F-1 com a Peugeot e a Sauber. A Toyota já participa de várias categorias, como o Mundial de Rali, o Gran Turismo e a Fórmula Indy.


