Schumacher foi eleito o destaque de 2001
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terça-feira, 14 de maio de 2002
Agência Estado 
Mônaco - Não poderia existir pior momento para o anúncio de que o Oscar do Esporte é de Michael Schumacher, feito ontem, em Mônaco, pela Laureus Sports World, onde será disputada a próxima etapa do Mundial de Fórmula 1, no dia 26. Também não poderia ser mais inoportuna a oficialização da entrada da Ferrari na Bolsa de Valores, confirmada ontem pelo presidente da empresa, Luca di Montezemolo. A imagem profundamente desgastada, no mundo todo, do piloto alemão e de sua equipe sugerem tudo, menos que possam ser premiados ou receberem investimentos. Ao menos agora.
Para piorar o clima, a Fiat, dona da Ferrari, divulgou ontem, na Itália, um prejuízo de US$ 476 milhões no primeiro trimestre.
Dois dias depois de ser beneficiado com a ordem dada a Rubens Barrichello para deixá-lo vencer o GP da Áustria, Schumacher tentava explicar, ontem, as razões da decisão da Ferrari. A stallorder (ordem de equipe) não foi inventada pela Ferrari. No passado, várias equipes a adotaram assim como outros esportes.
Enquanto o alemão se justificava no seu site, a Laureus Sports World anunciava que o piloto da Ferrari assumiu o lugar de Tiger Woods, escolhido pelo voto de cerca de 300 jornalistas, como o vencedor do prêmio de Esportista do Ano, referindo-se à temporada de 2001. Mas para o homem que deveria colocar o esporte acima de qualquer suspeita, a política da Ferrari é correta. Se um piloto demonstra nas primeiras etapas que tem chances de ser campeão, então toda a equipe deve trabalhar para que ele se mantenha com possibilidades. No ciclismo também é assim.
O promotor do GP da Áustria, Hans Geist, vê a filosofia da Ferrari de forma diferente. Ele pediu à Federação Internacional de Automobilismo (FIA), onde dia 26 de junho os dirigentes da escuderia italiana e seus pilotos irão depor, punição exemplar a todos.
Luca di Montezemolo disse não estar preocupado com a investigação da FIA. Outras equipes já agiram assim no passado, como a McLaren, no GP da Austrália de 1998, em que David Coulthard permitiu que Mika Hakkinen o ultrapassasse para vencer.


