No primeiro dia de treino conjunto com Rubens Barrichello, ontem em Fiorano, depois do episódio da Áustria, Michael Schumacher aproveitou para elogiar o piloto brasileiro: ‘‘Ele é um ótimo companheiro de equipe, muito veloz.’’ Perguntado se a Ferrari deveria renovar o seu contrato, afirmou: ‘‘Sim, está fazendo um ótimo trabalho.’’ Nos testes de Valência, também preparatórios para o GP de Mônaco, próxima etapa do Mundial, dia 27, o escocês David Coulthard, da McLaren, estabeleceu um novo recorde, com 1min12s770.
Segundo Schumacher, o que se passou nas voltas finais da prova de Spielberg, domingo, foi um problema entre Rubinho e a Ferrari. ‘‘Houve mesmo necessidade de alguns esclarecimentos entre ele e a equipe, mas não comigo.’’ Para o alemão, a melhor explicação para o ocorrido na prova veio de Jean Todt, diretor-esportivo da Ferrari, ao dizer que a exemplo das eleições na Itália, domingo, há sempre opiniões diversas em tudo. ‘‘A nossa filosofia é distinta da praticada pela McLaren.’’ No time inglês seus pilotos não são obrigados a trabalhar um para o outro, como na Ferrari, em que os companheiros de Schumacher têm de, quando conseguem melhores colocações, cedê-las ao alemão.
O campeão do mundo destacou ainda que mesmo se Rubinho o tivesse deixado passar antes, dificilmente conseguiria ultrapassar David Coulthard, o líder da competição. ‘‘Eu estava mais veloz, mas só venceria se Coulthard cometesse algum erro.’’ Ao contrário de seus colegas, Schumacher não demonstrou preocupação com o fato de a próxima corrida ser nas estreitas ruas do Principado.

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