Schumacher faz confidências em programa de TV
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de abril de 1999
Por Valéria Zukeran
FOLHA no Google News
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quarta-feira, 07 de abril de 1999
Por Valéria Zukeran
São Paulo, 08 (AE) - Principal astro do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, que será disputado domingo, o alemão Michael Schumacher, da Ferrari, mostrou hoje faceta pouco conhecida de sua personalidade: o bom humor. No programa H, que será apresentado amanhã, na Rede Bandeirantes, o piloto, que chegou e saiu de helicóptero, sorriu, fez brincadeiras e divertidas confidências. Ele também falou sobre Senna, os pilotos brasileiros e futebol, deixando de lado a seriedade da entrevista com os jornalistas, horas antes.
Entre as "confissões", uma das mais curiosas foi feita quando indagaram de Schumacher se ele já teve vontade de ir ao banheiro durante uma corrida. A resposta foi positiva. "Não teve jeito, acabei fazendo ali mesmo (no cockpit)." Sobre o assunto, o piloto contou outra história. "Certa vez o Nélson Piquet fez xixi no cockpit e não avisou os mecânicos." Segundo o piloto, um deles estranhou o banco molhado passou o dedo no local e levou à boca para só então perceber do que se tratava.
Sobre a cadela brasileira Flow, que foi adotada por sua mulher, Corinne, em um dos GPs do Brasil, o piloto da Ferrari disse que ela está adaptada à família. Quando faz algo errado, Schumacher tem um meio de fazê-la obedecer. "Eu grito: calada, ou mando você de volta para o Brasil!" O alemão garantiu, brincando, que ela lembra dos dias duros de vira-lata abandonada em Interlagos e fica quieta.
SEXO - Schumacher fez confidências sobre sua vida íntima. "Se acho que faz bem fazer sexo na noite anterior a uma corrida? Claro! A noite toda!" Sobre a qualidade de seu desempenho, preferiu não dar opinião e deixou a resposta a cargo da sua mulher. O alemão deixou escapar uma de suas aventuras: já fez sexo dentro de um carro.
Ao falar da família, Schumacher admitiu que ainda fica nervoso quando seu irmão Ralf, da Williams, está na pista e não gostaria que seu filho, Michael II, nascido há poucas semanas, e a filha, Gina, seguissem a sua carreira. "Vou ficar mais tranquilo se eles preferirem ser golfistas." O piloto, no entanto, afirmou não ter medo de morrer. "O importante é não ir além dos limites."
SENNA - O piloto da Ferrari fez elogios a Ayrton Senna, que considera um grande piloto, e relembrou uma história em que os dois estiveram envolvidos. Em 1992, eles bateram na largada do Grande Prêmio da França e, como não tinha carro reserva, o brasileiro ficou fora da prova. "Ele foi até meu carro antes da segunda largada e disse que eu tinha errado", conta. Senna disse que não gostou quando, a mesma coisa aconteceu em outra ocasião e o alemão disse em público que ele havia errado. O brasileiro queria que, no futuro, ele deixasse para dizer isso pessoalmente. "Foi uma lição."
FUTEBOL - Indagado pelo jogador de futebol Vampeta, do Corinthians, sobre que profissão seguiria se não fosse piloto, a resposta foi simples. "Jogador de futebol." Apesar de sua paixão pela bola, (é torcedor do Colônia) ele nega que a contusão no pé, que sofreu há algumas semanas, tenha sido causada por uma pelada.
IRVINE - Na entrevista aos jornalistas, Schumacher não descartou a possibilidade de ser segundo piloto da Ferrrari caso Eddie Irvine, seu companheiro de equipe, esteja em melhor condição de ganhar o campeonato. "Mas muita água rolará sob a ponte até lá", disse.
O piloto fez elogios aos pilotos brasileiros e uma menção especial a Pedro Paulo Diniz, que, segundo ele, tem surpreendido. Ele também falou sobre o bom desempenho da equipe Stewart, de Rubens Barrichello, na primeira corrida. "O carro é melhor do que o do ano passado, mas, para saber se eles poderão brigar pelo pódio este ano, é preciso ver como ele vai se desenvolver durante a temporada, especialmente depois de Ímola."
Schumacher deu explicações sobre seus problemas na largada dos Grandes Prêmios do Japão, no ano passado, e Austrália, este ano, e isentou a fábrica de pneus Bridgestone, de qualquer culpa no caso. "No Japão, o problema foi a dificuldade com a embreagem que estávamos testando e em Melbourne foi o volante", disse. "São pequenas coisas que fazem diferença." Sobre seu futuro, Schumacher não descarta a possibilidade de ir para outra equipe após o fim de seu contrato
em 2002.