São Paulo - O hexacampeão mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher está cada vez mais próximo de superar o recorde de pole positions do brasileiro Ayrton Senna. O alemão marcou 1min19s146 no treino classificatório para o GP da Hungria, em Hungaroring, e chegou à 62 pole em sua carreira, contra 65 do brasileiro.
O recorde de poles é a última das principais marcas da categoria que ainda não pertence a Schumacher. Caso ele vença hoje, também se tornará o primeiro piloto a obter 12 triunfos em uma única temporada e igualará a marca de sete vitórias consecutivas do italiano Alberto Ascari (entre as temporadas de 1952 e 53).
O brasileiro Rubens Barrichello, companheiro do alemão na Ferrari, fez o segundo melhor tempo do dia (1min19s323) e largará a seu lado na primeira fila.
O japonês Takuma Sato, da BAR, marcou 1min19s693 e larga na terceira colocação, seguido por seu companheiro de equipe, o inglês Jenson Button, que marcou 1min19s700.
Antonio Pizzonia, da Williams, marcou 1min20s170 e larga na sexta colocação, à frente do colombiano Juan Pablo Montoya, seu companheiro de equipe, que fez 1min20s199, sétimo tempo no treino.
Os outros brasileiros largam nas últimas filas. Ricardo Zonta, da Toyota, marcou 1min21s135 e ficou em 15º lugar. Felipe Massa, da Sauber, não treinou e larga na última colocação.
Futuro A eficiência dos projetos de cada time para 2005 é desconhecida. Pode ser que a Ferrari desenvolva outro carro bem mais veloz e resistente que os da concorrência, como este ano, dando a Schumacher a enorme possibilidade do seu oitavo título. Mas ao menos no que diz respeito a pilotos já deu para ver que os adversários da Ferrari se armaram bem melhor que neste ano.
Isso combinado com a mudança de regulamento prevista para a próxima temporada pode levar a Ferrari a, com um pouco de sorte dos promotores do Mundial, demorar alguns GPs a mais para definir a conquista dos títulos de pilotos e construtores.
A Ferrari, já se sabe há tempos, não muda nada. Terá o quase invencível Michael Schumacher e Rubens Barrichello. Embora não seria de se estranhar um ataque da BAR em Rubinho, apesar do seu contrato com a Ferrari até o fim de 2006. Isso caso Button deixe mesmo a escuderia associada à Honda.

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