Schumacher fará vôo secreto aos EUA
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terça-feira, 25 de setembro de 2001
Agência Estado/Ansa<br> De Berlim, Alemanha 
A crise internacional decorrente dos atentados terroristas contra os Estados Unidos, levou os organizadores do GP de Indianápolis de Fórmula 1, no próximo domingo, a radicalizarem na proteção ao piloto alemão Michael Schumacher, da equipe Ferrari. Segundo o jornal alemão ''Bild'', o piloto fará um vôo secreto da Europa para os Estados Unidos.
De acordo com a publicação, Schumacher sairia de Genebra com seu avião particular e as eventuais escalas que a aeronave possa vir a fazer, serão mantidas em segredo. O jornal adianta que está prevista uma escala para reabastecimento, mas os responsáveis pelo vôo ainda não se decidiram onde. Tanto pode ser na Islândia como na Groenlândia.
Alguns jornais alemães voltaram a especular sobre uma possível desistência de Schumacher, o que obrigaria a Ferrari a convocar o piloto reserva, Luca Badoer. A equipe italiana não cogita essa possibilidade. Garante que tanto Schumacher quanto Rubens Barrichello estarão em Indianápolis.
A direção da Ferrari admite que Michael está deprimido em razão dos atentados do dia 11 de setembro e também por causa do acidente de Alessandro Zanardi na Fórmula Indy (teve as duas pernas amputadas). Apesar disso, garante que o piloto está em busca de novos recordes, como o de superar o inglês Nigel Mansell em número de pontos obtidos em uma só temporada. Em 92, Mansell conseguiu 108 pontos e o alemão já chegou a 107. Apesar disso, por medida de precaução, a escuderia está levando para Indianápolis a pedaleira e outros equipamentos exclusivos de Badoer.
O irmão de Michael, Ralf Schumacher, da equipe Williams, já teria deixado a Europa. Primeiro, Ralf viajaria para o Canadá e, de lá, para os Estados Unidos. A previsão é de um público de 200 mil pessoas em Indianápolis, domingo, na penúltima etapa do Mundial de Fórmula 1.
Alesi - O francês Jean Alesi, da Jordan, completará neste domingo 200 largadas na Fórmula 1 e se tornará o quinto piloto da história da categoria a atingir a marca. Além dele, apenas os italianos Riccardo Patrese e Andrea de Cesaris, o austríaco Gerhard Berger e o brasileiro Nelson Piquet correram mais de 200 GPs na F-1. O francês Alain Prost participou de 199 corridas e Ayrton Senna, de 161.


