São Paulo - Michael Schumacher nunca escondeu sua profunda empatia com o circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica. Mas ontem, diante da grande possibilidade de conquistar seu sétimo título Mundial, domingo, exatamente na pista preferida da maioria dos pilotos, comentou: ''Esse circuito tem uma magia toda especial para mim. Vivi lá alguns momentos memoráveis da minha carreira, como meu primeiro GP e minha primeira vitória na Fórmula 1.'' Depois ganhou outras cinco vezes em Spa.
Os treinos livres do GP da Bélgica, 14 etapa da temporada, começam amanhã. E Schumacher deve contar com enorme torcida para definir já domingo o campeonato. ''Gosto de Spa também porque fica próxima de onde nasci, Kerpen, na Alemanha.'' De Kerpen, onde cresceu, para a região Waloon, a do autódromo, há apenas cerca de 120 quilômetros. ''Sempre brinco com isso, digo que corro em casa.''
O número de alemães que atravessa a fronteira é enorme. As arquibancadas e encostas dos morros, também área destinada à torcida, ficarão vermelhas, a cor da Ferrari, equipe de Schumacher. ''Espero tirar proveito desse apoio dos torcedores. Estou determinado a conseguir um bom resultado e dar a todos um bom motivo para comemorar.''
Com 120 pontos diante de 82 de Rubens Barrichello, seu companheiro, tudo o que Schumacher precisa para garantir, domingo, o título é ampliar essa diferença entre ambos de 38 para 40 pontos, ou seja, somar dois pontos a mais que Rubinho.
Schumacher não falou nada a respeito da preocupação geral na Fórmula 1 sobre os riscos de se correr nos ultravelozes 6.963 metros do traçado de Spa, tendo em conta a escalada de velocidade na competição. A última pole em Spa, em 2002, já que ano passado a prova não foi realizada, ficou com o próprio Schumacher, 1min43s726, à média de 241,6 km/h. A expectativa é de que sábado, mesmo diante da obrigatoriedade de classificar com combustível no tanque, os tempos caiam entre 4 e 5 segundos.
Jordan As negociações de venda da equipe Jordan para a família real árabe Al Maktoum, que governa o Dubai, minguaram, segundo revelaram ontem publicações européias. O acordo, que previa a manutenção de Eddie Jordan no comando técnico do time por dois anos depois da venda, envolveria cifras da ordem de 70 milhões de euros. (Com Agência Lancepress!)

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