Sepang, 13 (AE) - Apesar de estar fora da disputa pelo título da temporada, Michael Schumacher foi a grande atração da Fórmula 1, hoje, em Sepang, onde domingo será disputado o Grande Prêmio da Malásia. O alemão da Ferrari declarou, de forma surpreendente: "Vou correr para a equipe ser campeã entre os construtores e não para os interesses de Eddie Irvine." As tormentas na região preocupam bastante os organizadores do GP da Malásia. Os primeiros treinos da penúltima etapa da temporada na madrugada de sexta-feira, à 1h00 (horário de Brasília).
Quando todos imaginavam que Schumacher iria ser político
como foi desde que anunciou sua decisão de disputar a corrida, o alemão afirmou, hoje: "É bom ficar claro que a única maneira de ajudar o Eddie é se ele estiver imediatamente atrás de mim." Depois completou: "Vou largar para vencer e ele terá de fazer a sua parte se desejar ser ajudado." Os dois dias de testes em Fiorano, quinta e sexta-feira, deram-lhe uma certeza: "Nosso carro nos permitirá brigar pela vitória aqui." Quanto a sua condição física deficiente, segundo ele próprio, comentou: "Para a classificação sinto-me cem por cento, mas não posso dizer o mesmo a respeito das 56 voltas da prova."
O alemão disse não mais estar sentindo dores enquanto pilota. "Elas se manifestam quando treino fisicamente." O piloto da Ferrari acredita que não poderá explorar todo o seu potencial no fim de semana. "Com certeza todas as minhas voltas não serão no limite." A sua independência da Ferrari compreendeu um ato à parte. "Não preciso da sugestão de ninguém para tomar minhas decisões." Schumacher desmentiu que Luca di Montezemolo o forçou a voltar às pistas. "A única coisa que ele fez foi me perguntar se eu não poderia mudar de idéia." No domingo o piloto anunciou que só retornaria à F-1 no ano 2000.
"Quando comecei a treinar, semana passada, fiquei me perguntando o que eu diria para a torcida, já que em vez de cinco voltas eu completei mais de 60." Sua vontade, naquele momento, era de correr e não assisitir aos dois GPs pela televisão, contou. "Diante de tudo isso, tomei a decisão de rever minha posição." Já a partir desta madrugada Schumacher e os pilotos que vão disputar o título começarão a desvendar os segredos do circuito de 5.542 metros de Sepang, pequena cidade localizada a 45 quilômetros de Kuala Lumpur, a capital da Malásia. A média horária prevista para o traçado é de 210 km/h, segundo estudos da Benetton.
O campeonato pode acabar domingo, mas as chances não são grandes. O líder do Mundial, Mika Hakkinen, da McLaren, tem 62 pontos, diante de 60 de Eddie Irvine, 50 de Heinz-Harald Frentzen, da Jordan, e 48 de David Coulthard, McLaren. Só há uma combinação de resultados que define o título: Hakkinen tem de vencer e Irvine não classificar-se entre os quatro primeiros. A volta de Schumacher com boa probabilidade tornará a tarefa de Hakkinen mais difícil.

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