Com toda a certeza, por mais que o odeiem, Michael Schumacher já é um dos maiores pilotos de todos os tempos. Ele pode ter jogado Damon Hill para fora da pista na decisão do título de 1994, na Austrália, e depois ter procurado fazer o mesmo, sem sucesso, com Jacques Villeneuve, em 1997. Seu caráter pode ser discutido. Sua competência, não. Os números falam melhor do que qualquer tentativa de expor seu talento. Com 39 vitórias em GPs, ele está a duas de igualar-se a Ayrton Senna e a 14 de tornar-se o maior vencedor da história.
Pouca gente tinha ouvido falar num tal de Michael Schumacher até 1991, mesmo ele tendo sido campeão alemão de Fórmula 3 no ano anterior. A Mercedes pagou US$ 237 mil a Eddie Jordan e fez o piloto estrear na Fórmula 1 no GP da Bélgica. Bastou um único treino e o sétimo lugar no grid em Spa-Francorchamps para Flavio Briatore levá-lo para a Benetton. Sua corrida não durou mais do que alguns metros, por causa da quebra de um semi-eixo.
A partir daquele 25 de agosto de 1991, quem gosta de Fórmula 1 não passou até hoje um único dia sem ler seu nome ou ouvir falar nele. Provavelmente, no futuro, mesmo depois de esse alemão de 31 anos abandonar as pistas, ele continuará a ser assunto, em especial pelas conquistas.
Entre as lendas – Schumacher reúne duas características básicas essenciais para o sucesso em alta escala na F-1: rapidez e regularidade. Foram elas, associadas ao seu notável senso tático de corrida e à capacidade de desenvolver o carro que o elevaram à condição de disputar as primeiras posições nas estatísticas com lendas como Juan Manuel Fangio, Ayrton Senna e Alain Prost.
Alguns dados mostram bem quem é Schumacher na F-1, além de sua posição em rankings como o dos que mais venceram, do maior número de poles e das melhores voltas. Schumacher marcou pontos em 92 dos 133 GPs que disputou, uma eficiência de 69,17%. Nessas 133 corridas, classificou-se entre os três que vão ao pódio em 76 (57,14%) delas.
Schumacher é o recordista de vitórias pela equipe Ferrari: tem 20, diante de 15 de Niki Lauda. Parece não haver dúvida de que a Ferrari ainda está em primeiro lugar entre as equipes que mais venceram na F-1 por causa do alemão. Os italianos têm 129 vitórias na F-1, enquanto a McLaren, em segundo, ganhou 125 GPs.
Bicampeão, em 1994 e 1995, Schumacher tem agora excelentes possibilidades de conquistar, este ano, seu terceiro título. Aquele que a Ferrari persegue há 21 anos e pode conseguir graças, principalmente, a Michael Schumacher.
Retorno – O britânico Nigel Stepney, chefe dos mecânicos da Ferrari, estará de volta ao boxe no GP de Mônaco, programado para este final de semana em Montecarlo. Quatro semanas após ser atropelado pelo carro de Michael Schumacher, está recuperado e a fratura que sofreu um em uma das pernas consolidou-se. Stepney, inclusive, já vem participando das sessões de treinamentos organizadas pela escuderia.
Schumacher atropelou o mecânico, responsável pela mangueira que injeta gasolina no carro, durante o GP da Espanha de Fórmula 1. Em uma parada nos boxes, um dos mecânicos disse a Schumacher que poderia arrancar, mas os responsáveis pela mangueira de combustível ainda não haviam se retirado da frente do carro.

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