Michael Schumacher afirmou ontem que está com ''fome'' de correr na Hungria. A prova de Budapeste, domingo, pode definir a conquista do seu quarto título mundial e o 11º da Ferrari. ''Já era hora mesmo de retomar nossa atividade'', disse, depois de três semanas de folga no calendário da Fórmula 1.
A direção da Ferrari não proíbe seu piloto de praticar dois esportes que a cada dia parecem atraí-lo mais: pára-quedismo e motociclismo. Foi o que Michael fez nas suas férias de meio de temporada, para desespero dos diretores da Ferrari.
Sobre a condição bastante favorável para tornar-se campeão, revelou: ''Para ser sincero, não andei pensando muito nisso.'' Na realidade, só mesmo uma fatalidade irá tirar do alemão o seu quarto Mundial. São grandes as chances de já domingo ele permitir que seja iniciada a festa que está sendo programada em Kerpen, cidade onde cresceu, próximo a Colônia, e em toda a Itália.
Ao contrário do seu irmão, Ralf, e do diretor esportivo da BMW, Gerhard Berger, que prevêem um fim de semana difícil para a Williams-BMW na Hungria, Michael aposta que a Ferrari será muito competitiva. ''Nosso carro deve ir muito bem lá. Não corremos bem em pistas de pouca pressão aerodinâmica, o que não é agora o caso.'' Jean Todt, diretor esportivo da equipe italiana, admitiu o favoritismo de sua organização para ser campeã, mas deu a entender que, a exemplo da estratégia adotada em Silverstone, Inglaterra, irá correr pelos campeonatos, de pilotos e de construtores. ''Nossa meta é levar os dois pilotos ao pódio.''

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