Schumacher está numa encruzilhada
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quarta-feira, 16 de abril de 2003
Agência Estado 
Ímola - Michael Schumacher procura manter a tranquilidade, mas o fato é que está em uma encruzilhada: ou vence domingo o GP de San Marino, em Ímola, ou verá a Ferrari entrar em crise. A equipe vai correr em casa, diante de milhares de ''tifosi'' e, se o alemão falhar, terá de torcer para Rubens Barrichello salvar a pátria. Do contrário a pressão sobre a Ferrari e seus pilotos, principalmente sobre Schumacher, aumentará bastante.
O pentacampeão demonstra otimismo em relação à corrida que deve marcar a despedida do F2002. ''Creio que lutaremos de maneira decisiva pela vitória. Nosso objetivo é voltar a vencer e dar aos torcedores uma razão para comemorar'', disse Schumacher, que só marcou oito pontos até agora no Mundial. O finlandês Kimi Raikkonen, da McLaren, o líder da classificação, tem 24.
Recentemente, Schumacher fez novas críticas a Jacques Villeneuve, da BAR disse que o canadense fala demais e que ''faria melhor se pilotasse em vez de falar''. Ontem, Villeneuve respondeu. ''Michael sempre cometeu erros, mas até agora conseguia compensá-los de alguma maneira. Este ano, não está conseguindo'', disse, em entrevista ao jornal ''La Gazzetta dello Sport''. No entanto, foi complacente com o rival. ''Michael só cometeu erros em uma corrida (em 2003)'', considera. O canadense não disse a qual GP se referia.
A BAR pode ter novo sócio. Isso porque a direção da British American Tobacco (BAT) estuda vender suas ações da equipe, já que, com o fim da propaganda do cigarro, previsto para 2006, não será interessante para a empresa continuar no negócio. A BAT é a maior acionista do time.
Mosley Hoje, o presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Max Mosley, dará entrevista para falar de sua reunião com os donos de equipe, em que seriam discutidas as novas regras da F-1. Mosley está satisfeito com o novo regulamento, mas não está descartada a possibilidade de anunciar mudanças, como no item referente aos pneus de chuva.
Senna e a Ferrari ááLardi Ferrari, filho do comendador Enzo Ferrari, revelou à revista ''Autosprint'' novos detalhes da tentativa da equipe de contratar Ayrton Senna em 1986. Disse que Senna teve, inclusive, um ''encontro'' secreto com Enzo em Maranello, e explicou o motivo do fracasso. ''Era um período difícil para a Ferrari. Estávamos negociando a contratação do projetista John Barnard e a atenção principal do meu pai era com a organização da equipe, não com pilotos.''


