Monza - Michael Schumacher já está em casa, em Vufflens-le-Chateau, próximo ao Lago de Genebra, na Suíça. Mas provavelmente ainda deve ressentir-se do susto de ontem em Monza, na Itália, quando sofreu sério acidente no teste coletivo da Fórmula 1. ''Alguma coisa aconteceu com o pneu traseiro esquerdo, não sabemos ainda, na reta de chegada'', explicou Sabine Kehm, sua assessora de imprensa. Domingo ele conquistou seu sétimo título Mundial, no GP da Bélgica, e comentou ter fôlego para correr por mais dez anos.
O choque contra a grade de proteção do lado direito da pista, com a porção traseira da Ferrari, ocorreu a cerca de 300 Km/h, deixando o F2004 semidestruído. Schumacher deixou o cockpit espontaneamente. ''Ele deitou-se na grama, a seguir, apenas por precaução'', disse Sabine.
Apesar da violência do impacto, a equipe médica o atendeu ali, deitado, e de forma estranha não o encaminhou para o ambulatório do autódromo. ''Michael está bem. Vai embora agora, sem problemas, porque a sessão de treinos acabou'', afirmou Luca Colajanni, chefe de imprensa da Ferrari.
Schumacher manteve sua rotina na volta aos boxes, ao reunir-se com os engenheiros. O acidente aconteceu no fim da tarde, quando o piloto alemão já havia completado 92 voltas no veloz e perigoso traçado de 5.973 metros, preparando-se para a próxima etapa do Mundial, o GP da Itália, lá mesmo, dia 12.
Ficou com o sétimo tempo do dia, 1min21s060, enquanto o mais veloz foi Antonio Pizzonia, com Williams, 1min20s010 (72), novo recorde do circuito.
Em princípio, explicou Sabine, o ocorrido ontem em Monza não impedirá Schumacher de comparecer domingo em Nurburgring, Alemanha, no Ferrari Day, evento beneficente capaz de levar perto de 60 mil pessoas ao autódromo.
O único acidente com consequência para Schumacher ocorreu no GP da Grã-Bretanha de 1999, em Silverstone. Uma falha nos freios traseiros o fez bater frontalmente na barreira de pneus da curva Stowe, causando-lhe a fratura da perna direita. Ele ficou seis corridas fora do campeonato, em recuperação. Voltou no GP da Malásia em grande estilo, entregando no fim a vitória para seu companheiro de equipe, Eddie Irvine, que lutava pelo título.



A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) apresentou o calendário provisório para a temporada do ano que vem de F-1. Serão ao todo 19 corridas, sendo que em quatro oportunidades as corridas serão em fins de semana consecutivos. A novidade é o GP da Turquia, em 31 de julho, e o GP do Brasil seguirá fechando a temporada. Confira:

06/03 - Austrália, Melbourne
20/03 - Malásia, Sepang
03/04 - Bahrein, Manama
17/04 - San Marino, Imola
24/04 - Europa, Nurburgring
08/05 - Espanha, Barcelona
22/05 - Monte Carlo, Mônaco
05/06 - Canadá, Montreal
12/06 - EUA, Indianápolis
26/06 - França, Magny-Cours
03/07 - Inglaterra, Silverstone
17/07 - Alemanha, Hockenheim
31/07 - Turquia, Istambul
21/08 - Hungria, Budapeste
04/09 - Bélgica, Spa-Francorchamps
11/09 - Itália, Monza
25/09 - China, Xangai
09/10 - Japão, Suzuka
23/10 - Brasil, Interlagos

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