Schumacher é o pole; Barrichello, o 5º
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sábado, 12 de agosto de 2000
Agência Estado De Budapeste 
O piloto alemão Michael Schumacher (Ferrari) vai ocupar o primeiro lugar no grid de largada do Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1, a décima-segunda prova do campeonato mundial de Fórmula 1, a ser disputada hoje no circuito de Hungaroring, em Budapeste.
Rubens Barrichello, vencedor do Grande Prêmio da Alemanha, ficou em quinto lugar, e sai na terceira fila. Ralf Schumacher, irmão de Michael, sai em quarto lugar, à frente do brasileiro. O brasileiro Pedro Paulo Diniz (Sauber) larga na sétima fila.
Durante os treinos de classificação, Schumacher conseguiu a primeira posição, à frente dos arquiinimigos David Coulthard e Mika Hakkinen (McLaren-Mercedes). O calor estava forte no autódromo húngaro: a temperatura atingiu os 30 graus, e, na pista, chegou a 43 graus.
Apesar de procurar demonstrar tranquilidade, Michael Schumacher está tenso. Há três corridas ele não marca pontos no campeonato e nas duas últimas sua participação não passou da primeira curva, por ter sido colocado para fora da pista. Como devo agir para não me envolver em novos acidentes? Estabelecer a pole position e largar melhor que todo mundo, para contornar a primeira curva sozinho.
Como num texto de teatro, disse a respeito do avanço de Rubens Barrichello no campeonato: O importante é a Ferrari vencer, mas espero que eu seja o campeão. Quando Schumacher recebeu a bandeirada, em primeiro lugar, no GP do Canadá, oitava corrida do ano, sua vantagem para o segundo colocado no Mundial, David Coulthard, passou a ser de 22 pontos. Hoje, enquanto ele tenta ajustar sua Ferrari F1-2000 nos sinuosos 3.975 metros do circuito de Hungaroring, 12ª prova do ano, essa diferença é de apenas dois pontos. Vivemos uma maré de azar, só isso, afirma o alemão. Ele tem 56 pontos, contra 54 de Coulthard e Hakkinen e 46 de Barrichello. Somos quase tão competitivos quanto éramos no começo da temporada.
Como não poderia deixar de ser, o alemão falou da conquista de Rubinho na Alemanha, diante da sua torcida. Em 1999 eu ajudei Eddie Irvine na pista porque ele estava prestes a ser campeão, como prova de que meu primeiro objetivo é ver a Ferrari campeã, declarou. Farei de tudo para ficar com o título, mas se Rubens o conquistar será por seus méritos.
Segundo o alemão, não existe nenhuma política dentro da Ferrari para beneficiá-lo. O piloto mais veloz tem de ter a preferência da equipe; se eu fosse dono de um time trabalharia assim. Não há nenhuma pressão extra com a aproximação de Rubinho na classificação. Ele deve estar mais relaxado, mais à vontade, foi o que aconteceu comigo depois da primeira vitória. Mas advertiu: Isso não quer dizer que Rubens será aqui mais veloz do que já era, comentou, fazendo cara de espera aí, não é assim também.
A espontaneidade e o choro intenso do brasileiro em Hockenheim são fáceis de serem explicados, segundo o alemão. Ele precisou esperar sete anos (124 GPs) até vencer, comigo foi diferente porque ganhei meu primeiro GP bem antes. Schumacher conquistou sua primeira vitória já no seu segundo ano na Fórmula 1, depois de apenas 18 provas.


