Berlim - O campeão mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher estaria demonstrando também habilidades na condução de suas finanças pessoais, escapando do fisco alemão e suíço. A acusação é do deputado suíço Hans Strahm, que foi publicada pelo diário alemão ‘‘Bild’’. O piloto estaria se utilizando de brechas na legislação dos dois países para montar um esquema que, a princípio, não seria ilegal, mas que foi apontado como ‘‘reprovável’’ pelo deputado. Schumacher teria conseguido salvar cerca de US$ 17 milhões (quase R$ 40 milhões) em impostos.
Desde que deixou o principado de Mônaco, Schumacher reside em Vufflens le Chateau, na Suíça. No lugarejo estaria registrada a sede de uma empresa-fantasma, ‘‘MS Tracy’’, montada pelo piloto em 1996. Ele seria o presidente da empresa, para a qual teria cedido seus direitos pessoais e de comercialização.
Segundo um especialista em direito tributário entrevistado pelo jornal, Alex J. Pruemm, ‘‘se a MS Tracy fecha contratos com empresas com sede legal na Alemanha, Schumacher não estaria mais sujeito ao fisco alemão, que perderia assim os 25% de impostos na origem’’.
Por outro lado, no que diz respeito à legislação suíça, Schumacher teria isenção total de impostos, pois é considerado desocupado. Isto se deve ao fato de que no país não existem pistas de Fórmula 1, nas quais o piloto poderia desempenhar sua função.
Duelo – Será que domingo, no GP da Espanha, em Barcelona, o vencedor será algum piloto que não seja Michael Schumacher, da Ferrari, ou seu irmão, Ralf Schumacher, da Williams? Até agora na temporada, depois de quatro etapas, os dois estão invictos: Michael venceu três, Austrália, Brasil e San Marino, e Ralf a outra, na Malásia. E se a retrospectiva dos dois na Fórmula 1 atingir as últimas 25 provas do Mundial, as estatísticas impressionam. Eles ganharam nada menos de 20. Michael 16 e Ralf, quatro.

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