Schumacher diz que não há crise
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segunda-feira, 24 de março de 2003
Agência Folha 
São Paulo - O piloto alemão Michael Schumacher, pentacampeão mundial da Fórmula 1, advertiu a seus rivais que não tenham ilusões, nem tirem conclusões erradas com base nas duas primeiras corridas da temporada e negou que a sua equipe, a Ferrari, esteja em crise.
Schumacher, que bateu no piloto italiano Jarno Trulli no GP da Malásia, domingo, ainda não subiu ao pódio este ano. ''As duas corridas tiveram circunstâncias especiais e meus erros não me ajudaram. Há corridas em que as outras equipes têm vantagem e outras em que nós temos vantagem'', disse. Segundo Schumacher, ''seria demasiada presunção supor que podemos repetir nesta temporada os grandes êxitos de 2002 - nunca acreditamos nisso''.
Apesar das declarações de Schumacher, a Ferrari dá sinais de que enfrenta um começo de crise. Tanto que marcou para hoje uma reunião para debater seu tumultuado início de temporada. ''Queremos seguir ganhando, mas está claro que era previsível uma queda em relação aos níveis do nosso incrível ano passado'', disse Jean Todt, diretor-esportivo da equipe, que decidiu manter a estréia do novo modelo F2003-GA para 20 de abril, em Ímola, e correr o GP do Brasil com a F2002.
Hoje, os quatro pilotos do time, Michael Schumacher, Rubens Barrichello, Luca Badoer e Felipe Massa iniciam uma série de testes no circuito de Barcelona, na Espanha, em busca de uma saída para reagir no campeonato.
Batida pela McLaren na Austrália, no início do mês, e na Malásia, domingo, a escuderia italiana fará um esforço concentrado.
E trouxe para a Espanha dois carros. Uma unidade do F2002, que ganhou o último Mundial, e uma do F2003-GA, o modelo novo, que ainda não comprovou ser confiável o bastante para estrear.


