Apesar de a conquista do título da temporada estar mais difícil, conforme admitiu ontem Michael Schumacher, ainda é possível, segundo o piloto da Ferrari, reverter a desvantagem de 16 pontos na classificação do campeonato para Mika Hakkinen, da McLaren. ‘‘A próxima etapa do Mundial, na Hungria, tem grande importância para nossa equipe, precisamos vencer’’, afirmou Schumacher. Ele lembrou que o lento traçado húngaro é bem mais favorável a seu carro que o de Hockenheim, na Alemanha.
A maior parte dos times da Fórmula 1 treina de hoje até sexta-feira no circuito de Jerez de la Frontera, na Espanha, em razão das semelhanças entre os 3.968 metros da pista de Budapeste e os 4.428 metros do circuito espanhol. A maioria de suas curvas é de baixa velocidade bem como as retas são bastante curtas. Schumacher e Hakkinen estão escalados para treinar em Jerez, transformando o treinamento em um ensaio do que pode ser o GP da Hungria, dia 16, etapa ‘‘decisiva’’ para as suas pretensões ao título, segundo Schumacher.
Para Hakkinen, ainda que a Ferrari possa ser um adversário mais difícil em Budapeste do que foi em Hockenheim domingo, não há por que não acreditar em mais uma vitória. ‘‘Fomos muito bem lá em 1997, na classificação e na corrida, até enfrentarmos problemas com o carro’’, disse o finlandês. Ele lembrou ainda que o modelo MP4/13 deste ano é bem superior ‘‘em tudo’’ ao usado no último Mundial.
Hakkinen largou em quarto na Hungria, ano passado, a menos de meio segundo (468 milésimos) de Schumacher, o pole position, e na corrida abandonou ainda na 12ª volta com pane elétrica, quando estava entre os primeiros colocados. Foi na Hungria, em 1997, que o genial projetista inglês Adrian Newey, ex-Williams, estreou na McLaren e a partir daí tudo mudou na história recente dessa organização. Schumacher, apesar de ser o primeiro no grid, terminou a prova na quarta colocação. Jacques Villeneuve, da Williams, venceu.
Em Hockenhein, visivelmente abalado com a frustração de seus fãs, Michael Schumacher disse, depois de terminar em quinto a corrida: ‘‘Eu sinto muito por não ter feito mais diante deles’’. A seguir vieram as explicações: ‘‘Não havia como esperar um milagre, eu me classifiquei em nono no grid e durante todo o fim-de-semana não conseguimos tornar o carro equilibrado.’’

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