São Paulo - Como sempre acontece quando Michael Schumacher fica ainda mais em evidência, como agora, em que domina mais uma vez a temporada, não são poucas as especulações de que o piloto não recolhe todos os tributos que deveria. Com toda certeza amanhã, em Barcelona, um dia antes do primeiro treino do GP da Espanha, quinta etapa do Mundial, Michael Schumacher terá de responder muitas perguntas sobre a acusação que a revista semanal alem㠑‘Bild am Sonntag’’ lhe fez domingo: ele teria deixado de pagar, só em 2001, US$ 18 milhões em impostos.
Na Inglaterra, o irlandês Eddie Jordan, sócio da Jordan, anunciou um corte de 40 funcionários da equipe. Motivo: falta de dinheiro. Segundo o Bild am Sonntag, o piloto da Ferrari criou, em 1996, uma empresa denominada MS Tracy, com sede em Vufflens le Chateau, na Suíça, onde ele reside, para cuidar de seus direitos pessoais e de imagem. ‘‘A MS Tracy não tem escritórios nem funcionários e tampouco telefone’’, de acordo com o especialista Axel Pruemm, consultado pela publicação. As acusações são vagas, como a de que por morar na Suíça e as competições de automóvel serem proibidas no país, Schumacher é um ‘‘desocupado’’ perante a legislação suíça. As empresas de Schumacher faturaram em 2001 US$ 65 milhões.
O empresário do piloto, Willi Weber, não quis comentar o caso: ‘‘Não tenho informações, por isso não tenho o que dizer.’’ O mesmo fez Bertrand Gros, que cuida dos seus interesses na Suíça: ‘‘Não sei nada sobre esta sociedade (MS Tracy).’’

mockup