Ao menos no treino livre de ontem, Michael Schumacher confirmou a sua previsão de que a Ferrari estaria na frente da McLaren em Mônaco. O piloto alemão estabeleceu o melhor tempo do dia, com a marca de 1m22s718, enquanto Mika Hakkinen, da McLaren, ficou com o segundo tempo, 1m22s854. A diferença entre ambos foi de 136 milésimos de segundo. Rubens Barrichello, com a Stewart, fez 1m23s545, sétimo mais veloz, e Pedro Paulo Diniz, da Sauber, obteve o 17º tempo, 1m25s094.
Hoje, como manda a tradição, não há atividade de Fórmula 1 no Principado. A sessão que define o grid será amanhã. O dia começou dando um susto em Schumacher. No treino da manhã, soltou-se uma barra de direção da sua Ferrari F399, fazendo com que apenas uma das rodas atendesse aos comandos do volante. Por sorte o alemão estava na chicane, um dos trechos de menor velocidade do circuito de 3.367 metros. Ele chegou a bater na grade de proteção.
Animado com o resultado da sessão da tarde, em que foi o mais rápido, Schumacher evitou falar do acidente. ‘‘Ao contrário de outras pistas, o que nós vimos aqui na quinta-feira serve de referência para o que pode ocorrer no sábado, durante a classificação’’, comentou.
O bom desempenho de Eddie Irvine, companheiro de Schumacher, reforçou a opinião do alemão de que a Ferrari se aproximou bastante da McLaren. Irvine fez 1m23s396, quarto tempo. Em terceiro ficou Olivier Panis, da Prost, mas seu tempo não foi levado muito em conta pelos primeiros colocados porque ele usou pneus novos para obtê-lo, o que não parece ter sido o caso de Schumacher, Hakkinen e Irvine.
Ao contrário de Schumacher, o finlandês campeão do mundo reclamou da sua McLaren. Segundo disse, o treino da manhã foi perdido porque a equipe escolheu um acerto errado para começar a disputa do GP. Ele acabou a sessão em 11º. ‘‘Por sorte o novo ajuste básico experimentado à tarde mostrou-se mais acertado.’’ Os novos pneus Bridgestone, extramacios, não agradaram a maioria dos pilotos. Embora Hakkinen não comentasse, parece ser provável que a McLaren tenha descoberto depois de seus adversários que os pneus macios, e não os extramacios, tornavam ao longo do treino o carro mais veloz.
A sétima colocação não desestimulou Rubens Barrichello. ‘‘Não sei se os que estão à minha frente treinavam com cerca de 60 quilos de gasolina e utilizaram-se apenas de um jogo de pneus, como eu.’’ O tráfego na pista no fim da sessão o atrapalhou. ‘‘Acredito que poderia ter sido um pouco mais rápido.’’ O piloto da Stewart prevê uma luta intensa pelos primeiros lugares no grid, amanhã. ‘‘Um ou dois décimos de segundo poderão fazer muita diferença na classificação; talvez signifique ser pole position ou quarto colocado.’’ Seu carro precisa ser melhorado: ‘‘A traseira está escapando muito nas curvas de média velocidade.’’
O excelente teste realizado pela Sauber, semana passada em Nogaro, não serviu de muita referência para o primeiro dia de treino em Mônaco, avaliou Pedro Paulo Diniz. ‘‘Os pneus extramacios não se adaptaram bem à pista, ao menos no nosso carro.’’ A Sauber recomeça a prova amanhã, com os pneus macios. ‘‘Nossa maior dificuldade é fazer o carro iniciar a curva; eu e o Jean Alesi viramos o volante e ele segue reto.’’

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