O que há em comum entre o cidadão inglês Eric Ogden, motorista de táxi em Londres, e o sucesso de Michael Schumacher na F-1? Provavelmente se perguntassem a Michael o que o senhor Odgen lhe representa, quem questionou obteria como resposta: ''Wie Bitte?'', ou ''Como?'' O piloto alemão, hoje quatro vezes campeão do mundo, não deve saber de quem se trata. Mas qualquer retrospectiva apurada da sua fantástica trajetória na Fórmula 1 esbarra no senhor Ogden. Sua iniciativa de processar o francês Bertrand Gachot, piloto da Jordan em 1991, por uma agressão no trânsito, em Londres, acabou por ser mostrar decisiva no futuro daquele alemão de 22 anos, completamente desconhecido, e da própria Fórmula 1.
Depois de receber US$ 237 mil da Mercedes, o irlandês Eddie Jordan, dono do time de Gachot, que foi parar na cadeia de Brixton, aceitou inscrever Michael no GP da Bélgica de 1991, disputado no dia 25 de agosto. Hoje, portanto, faz exatos dez anos que o piloto alemão, já um dos maiores da história, estreou na F-1. Não fosse o senhor Ogden ter procurado uma delegacia por ter recebido de Gachot um jato de gás paralisante no rosto, às margens no Hyde Park, muito provavelmente o mundo não viria a conhecer o talento e a personalidade controvertida de Michael Schumacher.

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