Schumacher comemora com quebra-quebra
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segunda-feira, 13 de outubro de 2003
Agência Folha 
São Paulo - Bebedeira, charutos e quebra-quebra. Segundo o tablóide inglês ''The Sun'', Michael Schumacher celebrou o inédito sexto título mundial em Suzuka com muita confusão. O ferrarista, seu irmão Ralf e o francês Olivier Panis teriam destruído uma sala de eventos da Toyota no circuito japonês no final da noite de domingo.
Citando depoimentos do pessoal da limpeza do autódromo, o jornal, conhecido pelo teor sensacionalista, afirma que o trio teria, entre outras coisas, derrubado uma geladeira e jogado uma TV, mesas e cadeiras pelas janelas.
Schumacher teria também tentado dar uma volta no circuito a bordo de uma empilhadeira e dirigindo um BMW do irmão. Não teria conseguido por estar alcoolizado. Fotos publicadas pelo jornal mostram algumas cenas da confusão em três delas, o alemão aparece de charuto na boca e com a camisa de Panis da Toyota.
É raro flagrar pilotos bebendo ou em festas durante a temporada, mas são frequentes relatos desse tipo após GPs de encerramento. Schumacher, aliás, é figura frequente nessas comemorações. Até em 1997, quando perdeu o título para Jacques Villeneuve, foi visto celebrando em Jerez.
Na Alemanha, o recorde de Schumacher foi superado na mídia pelo triunfo da seleção feminina, que também no domingo conquistou a Copa do Mundo nos EUA ''Primeiro as damas'', foi o título do esportivo ''Kicker''. Na TV, o GP do Japão registrou pico de 9,68 milhões de telespectadores, contra o de 13,58 milhões do gol de Kuenzer na morte súbita.
Na Argentina, os diários se esforçaram para analisar o fato de o penta Juan Manuel Fangio ter sido deixado para trás. ''Superou o recorde de 45 anos do inesquecível Chueco, mas não sua enorme glória'', escreveu o ''Clarín''.
Comparações Michael Schumacher comentou no domingo que não concorda com as comparações feitas entre ele e o argentino Juan Manuel Fangio, pentacampeão de F-1 nos anos 50. Para Schumacher, a diferença entre a F-1 perigosa daqueles tempos para a atual torna injusta uma comparação.
''Fangio está num nível muito acima do que o que eu me vejo. O que ele fez continua único, assim como o que conquistei é único. Eu tenho muito respeito por suas conquistas.''
Rubens Barrichello também concorda. ''Eu acho que nunca poderemos comparar pilotos, seja Schumacher com Fangio, com Ayrton Senna ou com quem quer que seja. Mas também acho que Schumacher já faz parte da história pelo que alcançou e tudo leva a crer que ele vai bater todos os outros'', comentou Barrichello.
Em sua carreira na F-1, Fangio disputou 51 GPs e venceu 24, uma média de 47,1% de aproveitamento. Já Schumacher, em 192 corridas, venceu 70, média de 36,5%. Senna, por sua vez, disputou em sua vida 161 GPs e venceu 41, média de 25,5%.
For fim, não se pode esquecer do francês Alain Prost, tetracampeão mundial, que também tem boa média. Em 199 corridas, venceu 51, ficando com uma média praticamente igual à de Senna 25,6% de aproveitamento.


