A vitória de Michael Schumacher no GP da Hungria, diminuindo de 16 para 7 pontos a diferença dele para o líder do Mundial de F1, Mika Hakkinen, da McLaren, deu margem a que, já no GP da Bélgica, domingo, o piloto da Ferrari assuma o primeiro lugar no campeonato, pela primeira vez na temporada. Mas para isso ele precisa, necessariamente, vencer a corrida, o que não é tão difícil, tomando-se em conta que, na pista, Schumacher ganhou cinco das seis últimas edições da prova.
Por mais pessimista que fosse sua projeção, provavelmente Hakkinen não imaginou que desembarcaria hoje no circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, fazendo contas para não perder a liderança do Mundial, assumida desde a etapa de abertura do campeonato, na Austrália. É o que pode acontecer se Schumacher vencer a corrida e ele não se classificar no mínimo na quarta colocação.
Se o alemão chegar em primeiro e ele for quinto, por exemplo, Schumacher assume a ponta do campeonato.
Com 70 pontos hoje, Schumacher atingiria 80 pontos com mais uma vitória. Hakkinen, com a quarta colocação somaria 3 aos seus 77, empatando em número de pontos com o alemão: 80 a 80. No primeiro critério de desempate os dois se igualam, já que tanto Hakkinen quanto Schumacher teriam seis vitórias cada um. A vantagem do finlandês se estabeleceria no segundo critério para o desempate: Hakkinen tem dois segundos lugares contra apenas um de Schumacher. Portanto, para permanecer em primeiro na classificação, o mínimo que Hakkinen tem de fazer é obter, domingo, a quarta colocação, independente do que fizer Schumacher.
Depois da etapa belga, a Fórmula 1 terá ainda os GPs da Itália, dia 13 de setembro; Luxemburgo, 27; e o GP do Japão, dia 1º de novembro. Schumacher já adiantou que em Monza, em plena casa da Ferrari, o time italiano não terá muitas chances de vitória. ‘‘É uma pista parecida com a de Hockenheim (Alemanha), onde fomos muito mal.’’ Mas nas duas restantes ele acredita que o novo modelo da Ferrari, F300, estará no mínimo no mesmo nível do MP4/13 da McLaren de Hakkinen. ‘‘Nós usaremos a versão com distância entre-eixos maior em todas as corrida a partir de agora’’, disse Schumacher.
Em casa - Mas a maior expectativa, mesmo, é para a corrida deste final de semana em Spa, circuito do qual o alemão gosta muito. ‘‘Considero a corrida da Bélgica como a segunda de casa’’, revelou Schumacher na Hungria. ‘‘Há tantos torcedores alemães em Spa quanto em Hockenheim.’’ O circuito belga acha-se na cadeia de montanhas das Ardenas, que se estende pela fronteira da Bélgica com a da Alemanha. Ele situa-se a cerca de 150 quilômetros apenas de onde nasceu Schumacher, há 29 anos, a pequena Hurth-Hermuhlheim, próximo a Colônia. ‘‘A atmosfera dessa prova é única para mim, além de a pista ser a que mais me oferece prazer de guiar.’’
Os treinos livres para a 13ª etapa do Mundial de F-1 começam amanhã.

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