Schumacher anda bem pouco com a Ferrari
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quinta-feira, 09 de janeiro de 1997
Das Agências 
France PresseNão serviuNão foi possível fazer os testes que a equipe quis fazer no primeiro dia. Mas há muito otimismo
O bicampeão mundial de Fórmula 1, o alemão Michael Schumacher, testou ontem, no circuito de Fiorano o carro da escuderia Ferrari para o mundial de 1997. O novo Ferrari, batizado F310B, deu uma volta antes de regressar aos boxes. Permaneceu neles durante meia hora, tempo necessário para uma revisão mecânica, antes de sair outra vez à pista para dar mais cinco voltas e fazer uma nova parada. O teste, acompanhado por centenas de tifosi, correu como estava previsto, anunciou a escuderia italiana. O segundo piloto da Ferrari, irlandês Eddie Irvine, também vai testar o novo carro durante estes treinos programados até domingo. A escuderia se deslocará posteriormente ao circuito de Jerez de La Frontera, na Espanha.
Carro de HillA apresentação do modelo FA18 da Arrows será hoje no National Exibition Center de Birminghan, onde está se realizando o tradicional Salão do Automóvel da cidade. Ontem, sob uma temperatura de um grau abaixo de zero, Hill e Diniz acompanharam os detalhes finais da montagem do FA18 na sede da TWR, em Leafield, próxima de Oxford. O carro é muito bem concebido, disse o brasileiro, enquanto moldava o banco. As cores predominantes do FA18 são o branco e o azul, cores do patrocinador a ser anunciado hoje, a Danka.
O controvertido campeão do mundo do ano passado, Damon Hill, inicia hoje o maior desafio da sua carreira: provar que não foi só o fantástico carro da sua ex-equipe, a Williams-Renault, que venceu o último campeonato, como muitos acreditam na Fórmula 1. Ele estará em Birminghan, na fria Inglaterra, ao lado de seu novo companheiro, Pedro Paulo Diniz, para a apresentação do modelo de sua nova escuderia, a modesta Arrows-Yamaha. Sua missão na temporada que começa dia 9 de março em Melbourne, na Austrália, não é mais a de disputar o título, como na Williams, mas de garantir para a Arrows muito mais que o único ponto conquistado em 1996 e mostrar seu valor como piloto.
A cruzada de Hill não é simples. Sua educação na Fórmula 1 se deu na melhor organização da categoria, a Williams. No Mundial no ano passado, Hill venceu no time comandado por Frank Williams nada menos de metade das etapas, oito, e Jacques Villeneuve, com quem dividiu a Williams, mais quatro. Foram 175 pontos somados ao final de 16 corridas, contra apenas 70 da Ferrari, segunda colocada. A equipe por quem aceitou correr agora, depois de ser despedido por Frank Williams, se limitou a uma sexta colocação com Jos Verstappen na prova de Buenos Aires. É para ajudar a Arrows a sair dessa inoperância que o proprietátio da TWR, Tom Walkinshaw, o contratou com o mesmo salário anual da Williams, US$ 9 milhões.


