Schumacher admite 'ajudar' Barrichello
PUBLICAÇÃO
sábado, 11 de setembro de 2004
Das Agências 
Monza O piloto Michael Schumacher, da Ferrari, entra hoje na pista de Monza, na Itália, com o título de heptcampeão mundial de Fórmula 1. Aos 35 anos, sendo 14 deles na categoria, o alemão já escreveu de vez seu nome na história. Para a corrida de hoje, a 15 da temporada, o alemão é o favorito, mas há também quem diga que ele poderá dar uma 'mão' para o companheiro de equipe, o brasileiro Rubens Barrichello. A corrida de hoje começa às 9 horas (de Brasília), com transmissão ao vivo da Rede Globo.
Segundo Schumacher, a corrida de hoje será muito importante para a Ferrari garantir também o vice-campeonato de pilotos com Rubens Barrichello. Rubinho tem 23 pontos de vantagem para Jenson Button (88 a 65).
''Nós tivemos um ano muito positivo e realmente para fechar com chave de ouro resta apenas o vice-campeonato de Rubens. Se você olhar para a situação dos pontos, é algo bem possível de acontecer, então vamos tentar. Eu não sei se poderia ajudá-lo, pois ele é responsável por si próprio, mas se houver uma situação em que eu possa fazer algo, certamente farei'', disse Schumacher.
Além disso, o heptacampeão demonstrou toda a satisfação de correr 'em casa'. ''É sempre ótimo correr diante de nossos torcedores e estou feliz por estar de volta a Monza'', afirmou Schumacher.
Ele voltou, aliás, à mesma pista em que sofreu uma violenta batida durante os testes coletivos da quinta-feira retrasada. Uma queda de pressão em um dos pneus traseiros fez com que seu modelo F2004 saísse do traçado e batesse em seguida. Com o choque, o alemão precisou de atendimento médico depois de se deitar sobre a grama.
''Esperamos proporcionar um bom show para os fãs que estão aqui para comemorar nossos dois títulos recentes. As cores da Itália no meu capacete são uma forma de agradecimento à torcida italiana por ter nos apoiado nos bons e nos maus momentos'', completou. Schumacher substituiu a cor amarela em seu capacete, na parte de trás do casco, pelo verde da bandeira do país de origem da escuderia vermelha.
Em 14 corridas disputadas até o momento, Schumacher ganhou nada menos que em 12 oportunidades. Na Hungria, a sétima dobradinha da Casa de Maranello acabou resultando no sexto Mundial de Construtores consecutivo para o time. Mais tarde, na Bélgica, bastou um segundo lugar para que o mais bem-sucedido piloto da Fórmula 1 alcançasse seu sétimo título em 13 anos de carreira.
Outros dois brasileiros estarão na pista hoje: o amazonense Antonio Pizzonia, que continua substituindo ao alemão Ralf Schumacher, na equipe Williams, e o paranaense Ricardo Zonta, na Toyota.
Quem está animado para a corrida de hoje é Felipe, devido a regularidade e estabilidade verificada em seu carro. ''A concorrência com as equipes que brigam com a Sauber, como Toyota e Jaguar, continua forte, mas acho que vai dar para fazer uma boa corrida'', afirmou o piloto.


