Sepang - O alemão Michael Schumacher, que dominou as últimas cinco temporadas da F-1 pela Ferrari, optou por abrir mão de utilizar um novo motor para o GP da Malásia, segunda prova da temporada 2005 da F-1, que será realizada no domingo, no circuito de Sepang.
Pela nova regra da F-1, Schumacher, assim como mais quatro pilotos que não terminaram o último GP da Austrália, poderia utilizar outro motor no GP da Malásia, já que o artigo 85 do regulamento prevê que ''todo piloto que não tiver conseguido terminar a corrida durante o primeiro de dois eventos poderá utilizar na segunda corrida um motor diferente sem ser penalizado''.
Além do heptacampeão mundial, os pilotos Nick Heidfeld (Williams), Christijan Albers (Minardi), Jenson Button (BAR) e Takuma Sato (BAR) abandonaram o GP da Austrália. Todos os outros decidiram utilizar novos motores no próximo GP.
Nesta quinta-feira foram realizados os primeiros treinos livres da segunda etapa da temporada. O campeão do mundo, que não marcou pontos em Melbourne, disse que tradicionalmente sua escuderia vai muito bem na Austrália mas na Malásia nem tanto. ''Espero marcar pontos aqui'', falou, sem dar a entender que estava fazendo jogo.
Essa postura resignada de Schumacher decorrente da menor velocidade da F2004M em relação aos carros novos da Renault e da McLaren levaram a Ferrari considerar com atenção a estréia do F2005. ''Eu nunca escondi que, se fosse possível, gostaria de estar aqui já com o carro novo. Seria diferente de hoje, com certeza'', comentou nesta quinta-feira Schumacher. ''Os testes desta semana serão decisivos para saber se poderei usar a F2005 em Bahrein.''
Fogo Cruzado A equipe sensação do campeonato de 2004, BAR-Honda, segunda colocada entre os construtores, recebeu fogo cruzado ontem, no circuito de Sepang, por ter chamado seus dois pilotos, Jenson Button e Takuma Sato, para os boxes, antes da bandeirada, para usufruir do regulamento que, nesse caso, lhe permite trocar o motor. ''Não imaginei que alguém pudesse fazer isso, agir deliberadamente, contra o interesse do esporte, por isso mudamos o texto do regulamento'', explicou Charlie Whiting, delegado de segurança da F-1. ''Uma vergonha'', definiu Flavio Briatore, da Renault.

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