Scheidt tenta façanha no Pan do Rio
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sábado, 30 de junho de 2007
Das agências 
São Paulo - O velejador Robert Scheidt pode se tornar em julho, no Rio de Janeiro, o primeiro atleta brasileiro tetracampeão pan-americano de uma mesma prova. Campeão em Mar del Plata/95, Winnipeg/99 e Santo Domingo/2003, sempre na classe Laser, Scheidt garantiu vaga no Pan do Rio mesmo após ter privilegiado nos últimos 18 meses a classe Star. Aliás, o bicampeão olímpico e oito vezes campeão mundial de Laser está em Cascais, Portugal, para a disputa do Mundial da Federação Internacional de Vela (Isaf), na classe Star, ao lado do proeiro Bruno Prada, de 3 a 9 de julho. Ele deverá chegar ao Rio de Janeiro no dia 14 e compete de 22 a 28.
A vaga no Pan foi conquistada em fevereiro, também no Rio de Janeiro, onde Scheidt conquistou o título do Pré-Pan, única das sete competições que o velejador disputou na classe Laser na temporada. Nos três títulos pan-americanos conquistados anteriormente, Scheidt perdeu apenas duas das 33 regatas disputadas. Em 25 anos de carreira, esse paulistano de 34 anos acumula 135 títulos, sendo 103 só na Laser e 17 na Star, além de 15 em outras classes.
Quais são as expectativas de medalhas para o Pan deste ano?
Scheidt - Voltar à classe Laser depois de mais de um ano me dedicando ao barco Star tem um gostinho especial, muito bom. Acho que consegui recuperar uns 60%, 70% da minha forma. Também acho que não dá para voltar aos 100%, e por isso mesmo estou me preparando para uma disputa muito acirrada por medalhas. Sou tricampeão pan-americano e tenho a pretensão de me tornar o primeiro brasileiro a ser tetra.
O Pan do Rio é diferente dos outros que você disputou?
Scheidt - Gosto bastante dos Jogos Pan-Americanos. Foi uma das primeiras competições de nível internacional que eu conquistei, em 1995, na Argentina. Desta vez, no Brasil e na minha despedida da classe Laser, será especial. Sempre sonhei com um Pan ou uma Olimpíada no Brasil e agora vou tentar coroar o sonho com a medalha de ouro.
Como está conciliando as disputas de Star com os treinos para o Pan?
Scheidt - Sempre disse que o ideal seria a inclusão da classe Star no programa oficial do Pan. Como isso não aconteceu, tive de fazer um calendário conciliando as duas classes. Treinei de Laser no Rio antes do Pré-Pan, para recuperar o contato com o barco. Depois de conquistar a vaga disputei algumas competições de Star na Europa, mas sempre que estava no Brasil procurava treinar de Laser, em Ilhabela principalmente. A última vez que treinei de Laser no Rio foi na semana anterior à nossa viagem para Portugal, na segunda semana de junho.
Quem serão os seus principais adversários no Pan do Rio?
Scheidt - A grande surpresa é o argentino Julio Alsogaray, que tirou a vaga do experiente Diego Romero, meu velho adversário na Laser. Ele foi campeão do Troféu Princesa Sofia, na Espanha, e terceiro do Centro Sul-Americano. Além dele, o americano (Andrew Campbell), o chileno (Matías del Solar) e o canadense (Mike Leigh) prometem dificultar bastante.
A possibilidade de se tornar o primeiro tetracampeão pan-americano te deixa pressionado?
Scheidt - Na verdade, procuro não pensar muito nisso. Nos Jogos Olímpicos de Atenas, por exemplo, eu também tinha uma grande pressão pela oportunidade de me tornar o primeiro bicampeão olímpico depois do Adhemar Ferreira da Silva. Naquela oportunidade, deu certo. Tomara que eu possa vencer o Pan-Americano novamente.


