Scheidt quer competir na Star em 2016
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domingo, 20 de janeiro de 2013
Amanda Romanelli<br>Agência Estado 
São Paulo - Robert Scheidt ainda não está totalmente convencido de que a classe Star ficará fora dos Jogos Olímpicos de 2016. O velejador, que foi prata em Pequim e bronze em Londres nessa classe, afirma que conversas estão em curso para que o evento que mais deu medalhas ao iatismo do Brasil seja reintegrado ao programa da Olimpíada do Rio de Janeiro.
"A esperança ainda continua. O novo presidente da Isaf é a favor da Star, o Nuzman também", disse, em referência ao comandante da Federação Internacional de Vela, o italiano Carlo Croce, que assumiu em novembro, e a Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Organizador dos Jogos do Rio de Janeiro.
De acordo com Scheidt, a Isaf pedirá ao Comitê Olímpico Internacional para que a vela tenha 11 eventos na Olimpíada do Rio de Janeiro - a Star, portanto, não entraria no lugar de nenhuma das outras dez classes confirmadas. "Era assim até Atenas, em 2004". O programa dos Jogos será decidido no Congresso do COI marcado para setembro, em Buenos Aires.
Das 16 medalhas brasileiras na vela, seis foram conquistadas na Star - dois ouros, uma prata e três bronzes. Na sequência, vem a classe Laser, na qual Scheidt conquistou três medalhas (dois ouros e uma prata). "Durante o ano vamos ter algumas reuniões e o quadro pode ser revertido. Mas nesse meio tempo não posso ficar parado".
Representante do Brasil nas duas últimas Olimpíadas, a dupla formada por Scheidt e Bruno Prada se desfez por causa da indefinição. Scheidt decidiu retornar à Laser e Prada, para a classe Finn. Os dois velejadores disputam até quarta-feira o Campeonato Brasileiro das classes. Daqui a um mês participarão da Semana Pré-Olímpica. A competição, que ajudará a definir a equipe nacional, será na raia dos Jogos de 2016, na Baía de Guanabara.
Mais uma vez Scheidt mostrou estar preocupado com a poluição da raia. "É um problema que não é de hoje. A gente está acostumado - o barco engata num saco de lixo, a gente tira e continua. Mas, na hora que os estrangeiros vierem, serão muitas críticas. Espero que algo seja feito".


