São Paulo - O velejador Robert Scheidt considera natural que as pessoas não esperem dele nada menos que a medalha de ouro. Mas garante que parte para a disputa do Mundial da Classe Laser, em Fortaleza, sem aceitar pressões pelo oitavo título. ''Não quero me cobrar demais'', afirma o velejador, de 32 anos, que pela primeira vez tem a chance de ganhar um título mundial em casa, na cidade em que estreou, em 1990, num Campeonato Brasileiro de Laser. Scheidt segue para Fortaleza sexta-feira para treinar na raia do Mundial, que começa dia 22.
Na classe Laser Scheidt é bicampeão olímpico e tem uma medalha de prata, 100 títulos, sete deles ganhos em Mundiais. Lidera o ranking mundial, acaba de ganhar o Europeu e competirá o Mundial em casa. Até mesmo os rivais acham que é o favorito. ''Mas já aprendi a administrar bem isso. Quero aproveitar o momento, me preparei para ganhar, mas não aceito cobranças.''
O título será definido em sete dias e 14 regatas, provavelmente com ventos fortes e calor, um torneio desgastante. ''É duro, fisicamente e tecnicamente. Cada regata leva cerca de 1h20, serão cinco horas por dia na água, é bem cansativo.''
Até o fim deste ano o iatista definirá se mudará para a Star ou permanecerá na classe Laser para a campanha olímpica aos Jogos de Pequim, em 2008. Mas para o Pan-Americano do Rio, em 2007, não terá escolha: as classes olímpicas Finn, Tornado e Star não estão no programa dos Jogos. ''No Pan, a minha única opção seria a Laser.''

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