São Paulo - Robert Scheidt e Bruno Prada estão otimistas com a possibilidade de velejadores e dirigentes salvarem a classe Star de ficar de fora dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Os problemas começaram em novembro do ano passado, quando em reunião do comitê executivo da Federação Internacional de Vela (Isaf) decidiu-se pela exclusão da classe no programa olímpico pela primeira vez na história. Em maio, a entidade promove nova reunião que pode tornar a situação definitiva.
Segundo Scheidt, a campanha para salvar a Star tem sido bem recebida. ''Temos dois caminhos: lutar pela inclusão de uma 11. medalha ou a exclusão de uma das classes definidas em novembro, com argumentos, e garantia de votos a nosso favor''. A preferência, segundo o velejador, é pela primeira opção pois até 2004 a vela distribuía 11 medalhas de ouro na olimpíada.
A proposta, no entanto, tem de ser encaminhada pela Isaf ao Comitê Olímpico Internacional (COI), que acata ou não o pedido. ''Pode ser que a solução acabe sendo prorrogada até uma reunião da Isaf marcada para novembro'', explicou Scheidt.
O velejador conta que o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, está engajado na causa, mas o trabalho mais pesado está sendo feito por Harry Adler, representante da Confederação Brasileira de Vela e Motor que trabalha junto à Isaf e deve apresentar as submissões (propostas) a serem avaliadas.
''Também conversei com alguns eleitores e todos foram muito receptivos. Normalmente eles são à favor da inclusão da Star desde que isso não signifique a exclusão de uma classe do interesse deles. É um quebra-cabeças no qual a decisão é menos técnica e mais política'', explicou Scheidt. ''Mas estou otimista''.
Temporada
A temporada promete ser agitada para Scheidt e Prada, que terão nove competições no exterior este ano, sendo que a mais importante é o Mundial de Star em Perth, na Austrália. O evento, em dezembro, vale vaga olímpica. A dupla, que compete este mês em Palma de Mallorca, na Espanha, já definiu qual barco deverá usar na campanha até 2012 - um Pstar, de fabricação norte-americana e projeto do velejador alemão Marc Pickel. O problema, no entanto, é a fila para obter a embarcação.
''Acredito que ele estará pronto no final de julho ou começo de agosto'', disse Scheidt. ''Não é o ideal. A gente gostaria de começar a temporada na Europa competindo com o barco, para prepará-lo, mas tivemos pouco tempo em uma competição em Miami e conseguimos tirar uma boa velocidade''. A ideia é usar a embarcação no evento teste das Olimpíada em Weymouth, na Inglaterra. ''Depois a gente envia o barco para a Austrália e treina duas ou três semanas por lá''.

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