Scheidt estréia no Mundial do México15/Mar, 17:21 São Paulo, 15 (AE) - O iatista brasileiro Robert Scheidt tem metas ambiciosas na temporada. A primeira delas é o tetracampeonato mundial da classe Laser. A segunda é repetir a medalha de ouro olímpica, conquistada em Atlanta, em 1996. Para chegar ao pódio olímpico, Scheidt ainda terá de treinar alguns meses e esperar até setembro, quando serão disputados os Jogos de Sydney. Mas o sonho do tetracampeonato mundial pode começar a virar realidade amanhã. O brasileiro é um dos favoritos no Mundial da Classe Laser, de amanhã a quarta-feira, em Cancún, no México. Cerca de 140 velejadores, de 50 países, largam amanhã. Após dez regatas, os mais bem classificados continuam na competição. No total, o Mundial terá 14 regatas (os dois piores resultados podem ser descartados). Scheidt conquistou os títulos mundiais em 1995, em Tenerife, na Espanha; em 96, na Cidade do Cabo, na áfrica do Sul; e em 97, em Algaborro, no Chile. No ano passado, o brasileiro ficou em segundo lugar, perdendo o título para o inglês Ben Ainslie no Mundial disputado em Melbourne, na Austrália. Segundo Scheidt, que está há cerca de dez dias em Cancún, os ventos são médios, oscilando entre 8 e 12 nós, o que deve fazer com que as regatas sejam muito técnicas. "A velocidade de todos será bastante parecida", explicou Scheidt. EXPERIÊNCIA - As condições de vento de Cancún não favorecem o brasileiro, que tem justamente na velocidade seu ponto forte. "Velejar com ventos fortes sempre foi minha especialidade", admitiu Scheidt. "Mas tenho investido muito para corrigir a minha parte vulnerável - andar com vento fraco - e hoje já estou mais bem preparado para isso", disse o iatista, que vai disputar seu décimo Mundial. A experiência também dá boa condição psicológica ao velejador. "Tudo isso junto é muito positivo e estou otimista para a temporada." Scheidt está acompanhado de seu técnico Cláudio Bieckark que nos últimos dias ajudou no reconhecimento da raia e na preparação final para o evento. Para o iatista, que está invicto há 21 regatas, o Mundial é uma disputa ainda mais difícil do que a Olimpíada, em que o importante é ser constante. "É mais difícil vencer 139 adversários em Cancún do que 40 em Sydney, embora na Olimpíada a torcida e a pressão sobre o atleta sejam maiores." O inglês Ben Ainslie, o australiano Michael Blackburn, o sueco Karl Suneson e o holandês Serge Kats são os principais adversários do brasileiro. "Certamente, o Ainslie virá com tudo pois este campeonato também vai servir como seletiva para a Inglaterra definir o representante para Sydney."

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