Scheidt e Prada estréiam em busca do ouro
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Folhapress 
Pequim - Porta-bandeira da delegação brasileira na cerimônia de abertura dos Jogos de Pequim, o velejador Robert Scheidt estréia em sua quarta edição de Olimpíada na madrugada de amanhã, às 2 horas (de Brasília), no Centro Olímpico de Vela em Qingdao.
Ao lado de Bruno Prada, Scheidt fará também sua estréia em uma nova classe, a star. Competindo pela laser, ele conquistou suas duas medalhas de ouro olímpicas, nos Jogos de Atlanta-96 e Atenas-04 - participou também em Sydney-00, quando ficou com a prata. ''É um desafio'', afirmou Scheidt, após período de treinos e aclimatação realizado no continente asiático. ''Essa mudança de classe aconteceu num momento certo, pois tinha chegado a hora de mudar'', completou o velejador.
A dupla paulistana aguarda a disputa das duas primeiras regatas para avaliar o nível da competição em Pequim. E o experiente bicampeão olímpico revela uma pitada de ansiedade. ''Sempre dá um frio na barriga. Mas é lógico que tenho bagagem e já conheço um jeito de lidar com isso tudo'', afirmou Scheidt.
Para ele, as quatro primeiras regatas são fundamentais para o desempenho final. ''É legal correr bem principalmente nos dois primeiros dias, para dar confiança'', comentou. Prada, estreante em Jogos Olímpicos, diz que a dupla está pronta. ''A fase de treinamentos em Qingdao foi muito boa. Conseguimos fazer tudo o que tínhamos planejado. Mas eu não agento mais treinar'', brincou.
Campeão mundial da classe star em 2007, em torneio disputado em Portugal, Scheidt aposta no barco com o qual ele e Prada, 37, irão competir - Lillia, um star italiano com o qual ambos velejaram na Holanda. ''Na star, o acerto do barco é fundamental. São dois jogos de vela, com regulagem do mastro. Quanto mais velejar, mais se sabe quais marchas usar'', afirmou.
Apontado como favorito pelo histórico olímpico, Robert Scheidt assegurou estar entrosado com o novo companheiro. ''Fomos vice-campeões mundiais em 2006 e campeões em 2007. Estamos entre os melhores'', disse. Mas o brasileiro prevê dificuldades. ''Temos que estar prontos para tudo: muita correnteza, vento fraco, alga. Não é o melhor lugar do mundo para correr. Pelo contrário, é dos piores. Mas não vai ser desculpa'', finalizou.


