São Paulo - O dilema permanece, um ano após os Jogos Olímpicos de Atenas: Star ou Laser? O iatista Robert Scheidt ainda não definiu em qual classe estará na Olimpíada de Pequim, em 2008. Na Alemanha, onde disputará a Semana de Kiel, ele revelou ontem que tomará uma decisão até dezembro.
A opção é difícil. Primeiro, porque Scheidt tem grandes chances de conquistar mais uma medalha de ouro na Laser já tem duas, além dos 7 títulos mundiais nessa classe. E segundo, porque, se mudar para a Star, terá como adversário o também bicampeão olímpico Torben Grael só um dos dois poderá ir aos Jogos de Pequim.
O Mundial de Star, em fevereiro passado, foi o único torneio de Scheidt nesta classe em 2005. No restante do ano decidiu velejar de Laser. E a competição mais importante será o Mundial de Fortaleza, em setembro, quando tentará, em casa, seu oitavo título.
''Eu já tinha falado em despedida e acabei voltando para a Laser. Não vou falar mais isso'', afirmou o iatista. ''Continuar na Laser seria mais fácil, tenho tarimba. São 15 anos competindo de forma intensa. Mas aí tem o fator motivação e, por isso, seria bom mudar.''
Optar pela Star seria buscar motivação nova, num barco de regulagens mais difíceis. Além de uma logística mais trabalhosa para colocar o veleiro em torneios (o Laser é um veleiro standard cedido pela organização), a campanha de Star é mais cara. ''E eu chegaria em 2008, numa eliminatória no Brasil, enfrentando Torben Grael. Não há a certeza de eu sair com a vaga olímpica.''
Scheidt tem grandes patrocinadores e pode não ser bom ficar fora de uma Olimpíada. Para participar do Pan do Rio, em 2007, só se for de Laser afinal, a Star não é classe pan-americana.

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