SBT não deve processar Vasco
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sábado, 20 de janeiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
São quase nulas as chances de o SBT mover um processo contra o Vasco por conta do uso do logotipo da empresa nas camisas do time durante a final da Copa João Havelange, na quinta-feira. A novidade no uniforme da equipe vascaína chamou quase tanta atenção quanto o desempenho dos jogadores em campo e provocou um tremendo mal estar dentro da Rede Globo. Com exclusividade sobre os direitos de transmissão da partida, a emissora teve de exibir o símbolo de sua principal concorrente por 90 minutos. As câmeras bem que tentavam escolher um ângulo mais discreto, mas era quase impossível: a marca da rival estava estampada na frente e nas costas das camisas.
A homenagem inesperada causou espanto no departamento de marketing do SBT, que não tinha fechado nenhum acordo com o Vasco. O caso foi parar no departamento jurídico, que encaminhou ontem um pedido de explicações à diretoria do clube carioca, alegando que a marca é exclusiva e não pode ser usada sem consulta prévia. Foi uma forma de se precaver e mostrar que está fora da briga entre o presidente eleito do Vasco, Eurico Miranda, e a Globo. Extra-oficialmente, porém, dirigentes do SBT admitiram ter comemorado a jogada de craque de Eurico. A emissora de Silvio Santos teve propaganda gratuita na líder de audiência em um horário em que o Ibope registrou picos de até 39 pontos. E não foi só: ouviu o Maracanã cantar em coro as vinhetas de seus programas mais famosos.
Conhecedor das leis do esporte, Eurico Miranda agiu de forma a não infringir a Lei Pelé, que impede o patrocínio de times por empresas de radiodifusão.


