Agência Estado
De São Paulo
O suíço Peter Sauber disse depois do GP do Japão, o último do ano passado: ‘‘Desde que entrei para a Fórmula 1, em 1993, esta foi a pior temporada da nossa equipe.’’ Foi por essa razão que a Sauber, de Pedro Paulo Diniz, preparou-se este ano como em nenhum outro. ‘‘Podemos ser a boa surpresa do início de campeonato’’, diz o piloto. Decepção ainda maior da F-1, ano passado, foi a da BAR, de Ricardo Zonta, que apesar de ter nascido rica acabou como a única escuderia sem marcar pontos no Mundial.
Não foi por acaso que os dois times lançaram antes de todos os outros seus novos carros, ainda em dezembro do ano passado. Tanto a Sauber quanto a BAR tinham de começar a temporada melhor preparadas.
‘‘Já completamos a simulação de duas corridas, em Barcelona, sem nenhuma quebra e com tempos de volta promissores’’, explica Diniz. O maior problema da BAR, em 1999, era a falta de resistência do modelo 01. ‘‘O BAR 02 mostrou-se bem mais confiável nos trabalhos de Jerez de la Frontera e Kyalami; a partir dessa base podemos torná-lo mais veloz.’’ Uma das dificuldades da Sauber, ano passado, era o fraco desempenho do modelo C18 nas classificações o que fazia com que Pedro Diniz e Jean Alesi frequentemente largassem da 12ª posição para trás.
‘‘Nosso motor é o que a Ferrari usou para disputar o título na prova de Suzuka, o nosso novo câmbio também foi baseado no da Ferrari, estamos com certeza bem mais rápidos.’’ Por conta dessa ‘‘ferrarização’’ da Sauber, seu C19 está sendo chamado de ‘‘Ferrari azul.’’

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