Agência Estado
De São Paulo
A equipe Sauber pertence a um suíço, Peter Sauber, um austríaco, Dietrich Mateschitz, e um cidadão de Liechtenstein, Fritz Kaiser. Seus pilotos são Pedro Paulo Diniz, brasileiro, e Jean Alesi, francês. Mas a próxima etapa do Mundial, dia 17, na Malásia, é a mais importante para o time. Motivo: a Sauber é patrocinada pela Petronas, companhia de petróleo malaia, maior responsável pelo país ser inserido no calendário da Fórmula 1.
Diniz já conhece o novo circuito de Sepang: ‘‘Ele irá impressionar’’, diz. ‘‘Estamos sob enorme pressão’’, diz o brasileiro que hoje treina em Barcelona visando melhorar o modelo C18 da Sauber para a prova de Kuala Lumpur.
Ele ainda sente algumas dores leves no pescoço, decorrentes do acidente na largada do GP da Europa, em Nurburgring, dia 26. ‘‘A equipe reforçou o santantônio já para esses testes’’, disse ontem Diniz. Na capotagem na Alemanha essa estrutura de proteção do cockpit rompeu-se.
Sábado, Diniz e Alesi percorrerão com seus carros de Fórmula 1 um pequeno traçado improvisado no centro de Kuala Lumpur, passando em frente ao edifício Twin Towers, o mais alto do mundo, com seus 485 metros, sede da Petronas. O evento faz parte do programa de promoções na primeira corrida de F-1 na Malásia.
Sobre o autódromo de Sepang, Diniz não poupou elogios: ‘‘É tudo muito moderno.’’ A pista possui 5.542 metros. Ocorre que há duas grandes retas, com cerca de 900 metros cada uma. Os trechos restantes são de velocidade média reduzida. ‘‘A pista talvez seja a mais larga de todas’’, comenta Diniz.
Schumacher – Depois dos italianos, ontem foi a vez dos próprios alemães criticarem a decisão do piloto de não mais correr na temporada. ‘‘Ele não quer? Não pode? Afinal, o que há de errado’’ é a manchete do Bild. Já o Die Welt define Schumacher como ‘‘Retrato de um egomaníaco’’.

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