Sato impedido de entrar no Brasil
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quarta-feira, 18 de agosto de 2004
Agência Estado 
São Paulo - Era para ser uma pequena festa. Takuma Sato viria a São Paulo, ontem, ensinaria a alguns jornalistas como preparar sushi, visitaria o bairro da Liberdade, reduto japonês na cidade, e à noite, depois de deixar todos satisfeitos com sua simpatia, o arrojado piloto da BAR retornaria para a Inglaterra, onde reside. Deu tudo errado. Tão errado que Sato nem entrou no País. Sem visto, ficou detido pela Polícia Federal ainda no aeroporto de Cumbica.
As coisas não estão dando muito certo para Takuma Sato este ano. Embora seja preciso reconhecer tratar-se de um homem-show. Acontece de tudo com ele. Teve cinco motores estourados nas corridas, com fumaça para todo lado, e envolveu-se em acidentes por conta de sua coragem, em especial nas ultrapassagens, como naquela sobre Rubens Barrichello, em Nurburgring. Mas há indícios de que fora dos circuitos a sorte do valente japonês não é lá tão diferente.
Ontem, isolado numa sala do aeroporto, aguardando a hora de voltar para casa, disse: Estou profundamente decepcionado. Sempre fui grande fã de Ayrton Senna e adoro vir ao Brasil.'' Mas afinal, de quem é a reponsabilidade pelo vexame? ''Não sabemos ainda. Vamos descobrir '', afirmou Michael Broughkon, da Lucky Strike, promotora da vinda de Sato ao País, como já fizera com sucesso com Jenson Button.
Sato, em vez de preparar sushi, embora admitiu que nunca o fez, passou o dia todo com alguns salgadinhos. E em vez de se surpreender com a preservação da cultura japonesa na Liberdade, viu-se obrigado ao confinamento constrangedor de uma sala.
Barrichello/BAR O francês Jean Todt, diretor-técnico da Ferrari, disse que ri dos boatos que ligam Rubens Barrichello à BAR em 2005, onde ocuparia a vaga deixada por Jenson Button. Os boatos começaram depois que fotógrafos flagraram Barrichello saindo do motor-home da BAR ao lado de David Richards, chefe da equipe.
''Essa história é apenas um tolo rumor. Na verdade, eu rio toda vez que leio algo assim. Rubens provavelmente entrou lá porque foi convidado para comer e beber alguma coisa. Ele tem um contrato conosco e até onde sei, está bem feliz.'' (Com Agência Lancepress!)


