Satisfeito, Luxemburgo se nega a comentar as falhas da defesa
Agência Folha
De Bogotá, na Colômbia
O empate sem gols com a Colômbia, anteontem à noite, em Bogotá, na estréia das duas seleções nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002, foi encarado como um ótimo resultado por Wanderley Luxemburgo e jogadores da Seleção Brasileira. Fazendo uma análise bem coerente, acho que o Brasil esteve mais próximo da vitória do que a Colômbia. Por tudo que aconteceu no pré-jogo, e dentro do próprio jogo (a contusão de Alex e as cãimbras de Aldair), foi tudo ótimo. Os nossos jogadores estão de parabéns pelo resultado, porque, se tivesse que ter um vencedor, seria a Seleção Brasileira, analisou Luxemburgo.
Pelas circunstâncias, Luxemburgo disse ter se surpreendido com a postura do adversário. Esperava que eles partissem para cima no primeiro tempo. Por isso, coloquei na frente dois jogadores mais altos, de choque, pois achava que a bola ia sair mais espirrada. Mas eles fizeram o contrário, começaram a marcar atrás.
Ainda assim, o treinador disse que a Colômbia vai ser uma das equipes que vão brigar por uma das três vagas (para a Copa-2002) que sobrarem, porque uma o Brasil vai ter que garantir.
O técnico disse que a escalação de Jardel no lugar de Ronaldinho desde o início, a maior surpresa do time brasileiro anteontem, foi uma estratégia para desgastar fisicamente o adversário no primeiro tempo, e, no segundo tempo, colocar jogadores mais leves e hábeis no ataque. A idéia era colocar o Ronaldinho e o Edílson, mantendo o Alex no time. Mas o Alex sentiu uma lesão e tive que pôr o Ricardinho. O meia palmeirense sofreu um entorse no joelho direito no final do primeiro tempo.
Luxemburgo adotou a estratégia do o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente fatura ao analisar a performance da estréia da Seleção Brasileira. Durante vários minutos, o treinador distribuiu elogios aos seus jogadores e comissão técnica e exaltou a performance da seleção. Questionado sobre as falhas apresentadas pela defesa brasileira, porém, Luxemburgo desconversou. Estou mais pelo lado positivo. Acho que o Brasil esteve muito mais próximo da vitória do que a Colômbia. Se tivesse que ter um vencedor, seria o Brasil, afirmou.
Os diversos contratempos ocorridos na preparação para o jogo contra a Colômbia, fizeram a comissão técnica da seleção rever a estratégia de convocação para os seus próximos confrontos na competição. No dia 25 de abril, no Morumbi, em São Paulo, o Brasil faz o seu segundo jogo nas eliminatórias, contra o Equador.
Diferentemente do que ocorreu desta última vez, quando a convocação saiu 15 dias antes da partida, a lista dos jogadores que irão enfrentar o Equador será divulgada pouco tempo antes do confronto. Se pudermos fazer isso, vamos convocar uma semana antes do jogo, declarou o técnico.
A CBF terá que solicitar à Fifa a mudança no prazo, já que a entidade que dirige o futebol mundial determina que a convocação dos jogadores que atuem em outros países seja feita pelo menos 15 dias antes das partidas. A intenção é evitar episódios como o dos cinco cortes (primeiro Roque Júnior, depois Athirson e Juninho e, por último, Cafu e Rivaldo) por motivo de contusão situação que, sem que Luxemburgo tivesse culpa, atrapalhou o planejamento da seleção, imprimiu uma imagem de improviso à estréia brasileira e desgastou o treinador.
Outra novidade é que Luxemburgo deverá convocar 22 jogadores, quatro a mais que a última convocação e que o número atualmente permitido pela Fifa, e deixa para escolher, na véspera ou no dia do jogo, os quatro que ficarão de fora. O problema seria negociar com os clubes a liberação dos jogadores pois algumas equipes ficariam uma semana sem atletas que, na hora da partida da seleção, teriam que ser cortados.





