A diretoria da sede campestre do Londrina Esporte Clube (Sasc) interrompeu no mês passado o convênio com a empresa CDI Competições, que iniciou em junho de 2005 um programa de revitalização na sede, mas não o levou até o fim. A parceria foi suspensa porque a empresa não cumpriu os prazos de execução de obras previstos no contrato. De acordo com o cronograma do projeto, no primeiro ano de expansão, com início em 1º de julho de 2005 e término em 30 de junho de 2006, estavam previstas cinco obras e duas delas não foram executadas.
Foram concluídas as pistas de cross country e de motocross, entregues em julho do ano passado, e a de bicicross, terminada em setembro. Estava prevista também a reforma e reestruturação do salão de festas, que, a pedido da Sasc, foi trocada por um campo de futebol. A obra já foi entregue.
Ficou faltando o novo parque aquático com toboágua, previsto para ser entregue novembro. A última obra deste primeiro ano de contrato seria a arena de futebol de areia, com término em 31 de março.
Como os prazos não vinham sendo cumpridos pela CDI, o presidente da Sasc, Donizete Aparecido dos Santos, enviou três notificações à empresa cobrando uma posição. No dia 9 de fevereiro, as partes se reuniram pela primeira vez e a diretoria da CDI fez, segundo o presidente, uma proposta de rompimento do contrato que não foi aceita. A empresa teria se proposto a pagar R$ 17 mil. ''Não aceitamos porque a multa pelo rompimento do contrato ficou estipulada em 100 salários mínimos (R$ 30 mil)'', explicou Santos.
Apesar do impasse, o presidente da Sasc diz que procurou um entendimento com a parceira porque, segundo ele, o clube não teve qualquer prejuízo. Com as obras executadas, a CDI teria gasto mais de R$ 60 mil.
Venda de títulos O projeto de revitalização seria custeado com a venda de títulos do LEC, iniciativa que acabou fracassando. Até agora foram comercializados, segundo Santos, ''apenas dez ou 11 títulos do clube'', quando a meta era vender, nos três primeiros anos da parceria, três mil títulos e três mil passes universitários. Em seguida haveria uma chamada de capital com os cinco mil sócios remidos ou inativos, que atualmente não contribuem com o clube.
Como a parceria está suspensa, os pilotos de motocross que utilizavam a pista para treinos não podem mais entrar na sede do clube, a não ser aqueles que se tornaram sócios. Um diretor da CDI informou que a pista não está vetada, mas sem condições de uso, uma vez que as fortes chuvas levaram embora as costeletas e estragou algumas rampas.
Na última reunião realizada no dia 9, as partes chegaram a um acordo. Segundo Santos, a empresa se propôs a pagar, de forma parcelada, a multa contratual de 100 salários mínimos. Os dirigentes da CDI foram procurados várias vezes pela reportagem da Folha para falarem sobre o caso, mas não retornaram as ligações.

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