São Silvestre promete muita emoção
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2001
Das Agências 
São Paulo - A 77 edição da Corrida Internacional de São Silvestre, a mais tradicional prova de rua da América do Sul, encerra hoje o calendário esportivo do ano, refletindo a situação econômica do País e do mundo. Nenhum dos 17 mil atletas que vão se alinhar em frente ao MASP, na Avenida Paulista, para a largada, nem mesmo os que formam o pelotão de elite, ganharam cachê este ano para vir à corrida.
Só ganhará prêmio e bônus em dinheiro quem ocupar um dos cinco lugares no pódio em cada prova. A corrida feminina terá início às 15h15 e a masculina às 17 horas (este ano, a TV Globo mostrará as duas competições ao vivo).
Os 17 mil inscritos batem um recorde de participação. A prova promete bastante equilíbrio por dois importantes motivos: o bom momento que atravessam os atletas nacionais e a ausência do pentacampeão Paulo Tergat, do Quênia, que desistiu do evento porque seu irmão Francis, de 20 anos, está com câncer no fígado.
A premiação este ano vai distribuir R$ 80 mil 12 mil para cada campeão , e dois carros 0 Km para o primeiro brasileiro e a melhor brasileira.
O desfalque de Tergat, sem dúvida, será muito sentido, mas isso deve provocar uma disputa de grande emoção.
Os destaques internacionais deste ano são o etíope Tesfaye Jifar, bronze no Mundial de Meia Maratona e vencedor e recordista da Maratona de Nova York em 2001; os quenianos David Cheruiyot, revelação do esporte e que vem conseguindo resultados expressivos no Brasil como o bicampeonato da Volta Internacional da Pampulha; Kigen Kibet, campeão da Meia Maratona de Setúbal (Portugal), entre outros.
Pelo Brasil, estarão brigando pelo título no masculino o brasiliense Marílson dos Santos, quarto colocado em 99; Vanderlei Cordeiro de Lima, ouro na maratona dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg (99) e melhor brasileiro em 2000 (quarto lugar); o paranaense Emerson Iser Bem, vencedor em 97; Valdenor dos Santos, recordista sul-americano dos 15 km; Elenilson Silva, ouro nos 10 mil e prata nos 5 mil em Winnipeg; Luís Antônio dos Santos, bronze no Mundial de Gotemburgo e décimo colocado nos Jogos Olímpicos de Atlanta.
Outra novidade será a realização, pela primeira vez na história, de exames antidoping para controle do uso do hormônio de crescimento Eritropoietina (EPO), substância proibida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF). Dez atletas serão submetidos ao teste e a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) não divulgou os critérios de escolha.


