SÃO PAULO X LINENSE - BREVE ALÍVIO!
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segunda-feira, 30 de março de 2015
MARCIO PORTO<br> [email protected] 

O São Paulo hoje é saudade. Um retrato fiel da canção "Meu primeiro amor", clássico da música popular brasileira, eternizada nas vozes de Angêla Maria, Fágner, Roberta Miranda, entre outros. "Saudade, palavra triste quando se perde um grande amor." O são-paulino perdeu seu amor e e o que sobrou do Tricolor venceu o fraco Linense com gol de Ceni de falta (que saudade!) e dois de Kardec, num Morumbi de novo às moscas.
O verso ajuda a explicar: "Você nem sequer se lembra de ouvir a voz deste sofredor/ Que implora por teus carinhos, só um pouquinho do seu amor." O são-paulino implora por carinho ao cobrar ingressos mais baratos e outros atrativos à diretoria. Mas a gestão do presidente Carlos Miguel Aidar vira as costas para quem sofre, sob chuva ou sol, pelo amor ao clube.
O são-paulino implora por um pouco de carinho do time de Muricy Ramalho. Não aguenta mais ver os volantes, titulares ou reservas, tocando de lado e sem conseguir fazer a transição.Não suporta mais o ataque com medo de chutar, os laterais sem apoiar nem marcar. Nem o clube mais tolera. O placar eletrônico do estádio anunciou gol na cabeçada pra fora de Paulo Miranda após falta de Boschilia, no melhor momento do primeiro tempo. Sintomático. A impaciência parece que faz filhos.
Desesperado e desamparado, o torcedor tenta se virar: "Nesta solidão sem ter alegria / O que me alivia são meus tristes ais". Vejamos o protesto antes do jogo: de uma originalidade e criatividade ímpares. Simular um rachão em frente ao Morumbi foi de fazer rir para não chorar. Pobre, mas genial torcedor, como quem diz: "Na estrada longa da vida eu vou chorando a minha dor".
Restou vibrar com o gol do Mito, primeiro de falta no ano, o faro de gol de Kardec, dar força àquele Muricy Ramalho de outros tempos e gritar o nome de Telê Santana. O São Paulo hoje é saudade, palavra triste quando se perde um grande amor...




