Para o São Paulo, em construção, não poderia existir adversário melhor. Para o Botafogo, em crise, nada pior do que enfrentar um rival empolgado e com estrelas buscando reafirmação. Melhor para os mais de 30 mil torcedores que compareceram ao Morumbi e presenciaram a goleada são-paulina sobre o Glorioso por 3 a 0.
Antes do apito inicial, a narração do gol de Raí que garantiu o título mundial de 1992, sobre o Barcelona, na voz de Luciano do Valle emocionou a torcida e inspirou os comandados de Muricy Ramalho.
Do lado botafoguense, Vagner Mancini esteve à frente do time pela primeira vez, apostou em postura cautelosa e sofreu à beira do gramado. A equipe alvinegra, sem confiança, foi facilmente envolvida e quando incomodou a meta rival, parou no recordista Rogério Ceni, que recebeu três certificados do Livro dos Recordes antes da partida.
O feriado de Páscoa trouxe muitas famílias ao Morumbi. As muitas crianças presentes no estádio mostraram empolgação quando os nomes de Paulo Henrique Ganso, Alexandre Pato e Luis Fabiano foram anunciados. E quando os três criaram a jogada que resultou no terceiro gol tricolor, a festa se completou.
Festa iniciada pelo ex-botafoguense Antonio Carlos e ampliada pelo contestado Douglas, ontem aplaudido. Já o drama de General Severiano passou pelo descompromisso de Lodeiro e Wallyson e pelo meio de campo perdido entre os toques rápidos do time de Muricy Ramalho.
O técnico tricolor sabe que ainda há muito trabalho para ser feito no CT da Barra Funda. A marcação, quando o Botafogo esboçou reação mínima no segundo tempo, seguiu apresentando problemas.
Para Vagner Mancini, o alento é a melhora do time na etapa complementar com as entradas de Bolatti e Zeballos. Mas o caminho para a ressurreição botafoguense parece muito mais árduo do que o da afirmação do São Paulo e suas estrelas.
Botafogo é freguês de Muricy O técnico do São Paulo entrou em campo sem saber o que era perder para o Botafogo comandando a equipe do Morumbi no Brasileirão e, ao final dos 90 minutos, manteve seu ótimo retrospecto contra o Alvinegro carioca. Na tarde de ontem o time de Muricy não deu chance ao rival e venceu com autoridade. Com a vitória do Tricolor paulista por 3 a 0, na primeira rodada do Brasileirão, no Morumbi, o treinador manteve o tabu, confirmou seu bom retrospecto e ainda não sabe o que é derrota para o alnvinegro carioca em nacionais. Ao todo, são oito jogos agora, com cinco vitórias e três empates, 16 gols feitos e seis sofridos. O placar elástico de ontem igualou a maior vantagem do técnico no confronto, quando o São Paulo venceu por 3 a 0 a partida válida pelo Segundo Turno do Campeonato Brasileiro de 2006. No último encontro entre Muricy e Bota pela competição nacional, no ano passado, empate em 1 a 1.
Pato GarçomBoas exibições no Morumbi No dia 9 de abril, Pato fez seu primeiro jogo com a camisa do São Paulo em casa, na vitória por 3 a 0 sobre o CSA-AL, pela Copa do Brasil. Além de ter aberto o placar - o seu primeiro gol pelo clube -, o atacante deu assistência para um gol de Luis Fabiano. Ontem, Pato deu outra assistência, para o segundo gol da equipe, marcado por Douglas.
TERMÔMETRO DO JOGO 1º- tempo 08Alexandre Pato é lançado em condição legal, mas o bandeira sinaliza impedimento. Na sequência, Jefferson ainda .nocauteia. o camisa 11 tricolor na entrada da área.
12Luis Fabiano avança pela direita e cruza rasteiro. A bola passa por toda a pequena área e, após bate e rebate, Antônio Carlos empurra para o fundo das redes.
21 Alexandre Pato se aproxima da grande área e dá assistência precisa para Douglas. Luis Fabiano até tenta "roubar" o gol do lateral, mas é o camisa 23 quem estufa as redes.
2º tempo 10Boa triangulação! Pato ganha espaço no meio-de-campo e acha Ganso sozinho na grande área. O camisa 10 tem calma para parar, olhar para o lado e dar assistência a Luis Fabiano. O camisa 9 não titubeia e marca um belo gol em cima de Jefferson.
29 Rogério Ceni é acionado e não decepciona. Zaballos bate falta na entrada da área e mira bola no ângulo direito. O camisa 1 se estica e faz grande defesa.
43 Pabon tem a chance de massacrar o Botafogo com um quarto gol, mas Jefferson brilha. O colombiano avança com liberdade pela direita e bate forte. O goleiro espalma.