São Paulo - A disposição mostrada pelos jogadores no empate por 1 a 1 com o Nacional de Medellín, quarta-feira à noite, na Colômbia, deixou o São Paulo entusiasmado. Para os são-paulinos, a postura do time, que suportou a pressão do adversário e voltou para o Brasil com um ponto ganho na estréia na Libertadores, pode ser vista como um divisor de águas na temporada.
''Conversamos que não poderíamos começar mal a Libertadores, por isso tivemos uma nova postura e um espírito mais aguerrido'', revelou o volante Zé Luís, que foi titular na Colômbia. ''A pressão que enfrentamos foi muito grande, principalmente porque saímos atrás no placar e fomos buscar o empate'', lembrou o zagueiro André Dias.
De fato, a força de vontade da equipe compensou as mesmas falhas mostradas desde o início do Campeonato Paulista. Ainda desentrosado, o São Paulo teve duas estréias no jogo de quarta-feira - o meia-atacante Éder Luiz e o lateral-direito Éder - e foi incapaz de criar muitas chances de gols, mas também evitou que o goleiro Rogério Ceni fosse muito ameaçado.
Depois de criticar a baixa produção no Paulistão, até o presidente do clube, Juvenal Juvêncio, fez questão de exaltar a exibição na Colômbia. ''Acredito que foi um recomeço de ano para o São Paulo'', disse o dirigente, ontem, no desembarque na capital paulista.
O resultado em Medellín também pode ser importante para a classificação à próxima fase da Libertadores. O Grupo 7 é liderado atualmente pelo Sportivo LuqueÀo, do Paraguai, que venceu na estréia: 2 a 1 sobre o Audax Italiano, no Chile. Se derrotar o mesmo Audax Italiano, na próxima quarta-feira, no Morumbi, o São Paulo pode até pular para a liderança da chave, a depender do resultado entre Nacional x Sportivo LuqueÀo, que se enfrentam na Colômbia, no dia seguinte.
Protesto
A diretoria do São Paulo vai enviar um protesto formal para a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e pedir a interdição do Estádio Atanásio Girardot, em Medellín, na Colômbia. Os dirigentes são-paulinos reclamaram muito dos maus tratos recebidos no local. Na chegada ao Estádio Atanásio Girardot, um ônibus com dirigentes e convidados são-paulinos foi apedrejado pela torcida rival, e uma pessoa se feriu, sem gravidade. Durante a partida, os torcedores ainda atiraram pedras e objetos no gramado.
A hostilidade dos colombianos não parou mesmo depois da partida. No vestiário do estádio destinado ao São Paulo, a energia elétrica dos chuveiros foi cortada e só restou aos jogadores tomar banho de água gelada.

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