São Paulo volta com empate de Minas
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domingo, 29 de junho de 2008
Agência Estado 
São Paulo - Borges já amargou a reserva para Dagoberto, Eder Luís, Aloísio e Adriano no São Paulo, e em breve terá a concorrência de André Lima. Mesmo assim, é ele quem anda salvando a equipe na hora do aperto, com gols decisivos, como o de ontem à tarde, no importante empate por 1 a 1 com o Cruzeiro, no Mineirão.
A melhor maneira de definir a importância de Borges é olhar as estatísticas. O São Paulo finalizou cinco vezes a gol - pouco para um candidato ao terceiro título brasileiro seguido, é bem verdade -, todas saindo dos pés do dono da camisa 17. Uma acabou no gol, duas não levaram perigo e outras duas só não entraram por causa de defesas de Fábio.
''Realmente tive a chance de dar a vitória à equipe. Porém, o Fábio acabou realizando grande defesa'', lamentou, no fim do jogo, lembrando da cabeçada à queima-roupa, aos 25 minutos da fase final, na qual o goleiro fez um verdadeiro milagre. Lamentou e também desabafou. Sem alarde, vale lembrar. Borges está cansado de ser chamado de eterno reserva. ''Nunca perco a tranquilidade, pois sei bem do que posso fazer pelo São Paulo'', afirmou o atacante.
E sabe mesmo. Antes do duelo, o técnico Muricy Ramalho era só elogios ao pupilo. ''Ele tem cheiro de gol e sempre acreditamos nele porque manda a bola pra dentro'', havia dito.
Não por acaso, o treinador saiu de campo ontem batendo no peito e beijando o escuto. Todas as suas apostam deram certo em tarde quase perfeita no Mineirão. Muricy bancou Borges e vem sendo retribuído com gols. Colocou Richarlyson no intervalo e, com 38 segundos em campo, o meia deu o passe para o gol do atacante. Eder Luís, outra aposta no meio tempo, também melhorou o desempenho da equipe, após um primeiro tempo totalmente azul.
Nos 45 minutos iniciais, o Cruzeiro pressionou, atacou e parecia fadado à conquista da quinta vitória em casa. Se viesse, ela acabaria com um tabu de quatro anos diante do rival. A vantagem no marcador com gol de Guilherme, aos 32 minutos, até fez o cruzeirense sonhar com a queda da marca. Até então, ninguém havia marcado gols em sua equipe em partidas em Belo Horizonte.
''Está muito espremido no meio'', protestava Muricy, pedindo para Hugo, Zé Luís e Jorge Wagner tentarem cair um pouco mais para a esquerda. Sem sucesso, corrigiu o erro no vestiário. Além de enorme bronca no grupo, voltou para a fase final com Richarlyson na ala. Em sua primeira jogada, o jogador deu o passe para o gol de empate. Borges passou como quis por Léo Fortunato e, de biquinho, fez seu 14º gol no ano.
EM BELO HORIZONTE
Cruzeiro 1
Fábio; Jonathan, Leo Fortunato, Espinoza e Marquinhos Paraná; Fabrício, Charles, Ramires e Wagner; Weldon (Bruno) e Guilherme.
Técnico: Adilson Batista
São Paulo 1
Rogério Ceni; Miranda, André Dias (Juninho) e Alex Silva; Joílson, Zé Luís (Richarlyson), Hernanes, Hugo e Jorge Wagner; Borges e Aloísio (Éder Luís).
Técnico: Muricy Ramalho
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Estádio: Mineirão
Gols: Guilherme, aos 33 minutos
do 1º tempo; Borges, a 1 minuto do 2º tempo


