São Paulo, 30 (AE) - Com quase uma semana de folga no Campeonato Paulista, o técnico do São Paulo, Levir Culpi, decidiu aproveitar o tempo livre para transformar a equipe num "laboratório" de testes, em busca da formação ideal, a exemplo do que fazia seu antecessor Paulo César Carpegiani. Mas as mudanças, feitas em todos os setores do time, da defesa ao ataque, nem sempre agradam aos jogadores.
Na quarta-feira, por exemplo, o meia Marcelinho perdeu a vaga de titular para Fabiano. Um pouco aborrecido, deixou o campo às pressas, sem dar entrevistas. Justificou, em seguida, que estava apenas fugindo do tempo frio, com medo de ficar resfriado. No treino de hoje, contudo, voltou à equipe principal e, mesmo sob forte garoa, mudou o discurso. "Não esperava ir para a reserva, mas respeito a decisão do Levir; toda experiência é válida", afirmou.
O treinador credita à cultura do atleta brasileiro a falta de aceitação em relação a uma substituição. "Os jogadores precisam entender que o importante é o grupo; não podem pensar somente neles mesmos", explicou Levir, defensor de um trabalho psicológico com os são-paulinos. Por enquanto, o acompanhamento está sendo feito por Suzy Fleury, ex-Corinthians e seleção brasileira.
"Para jogar no São Paulo, o profissional não pode ser inseguro e tem de estar preparado para todas as situações", ressaltou o técnico. No último jogo, por exemplo, contra o União Barbarense, no Morumbi, Souza ganhou uma oportunidade entre os titulares, mas, com pouca concentração em campo, foi substituído no segundo tempo.
Souza não gostou da troca. Contra o Rio Branco, foi a vez de o experiente Evair reclamar do treinador, ao deixar o campo. Levir
porém, não parece se abalar com tanto descontentamento. "Infelizmente, esse problema existe em todos os clubes."

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