Campinas, 24 (AE) - Em um jogo emocionante e tumultuado
hoje à noite, em Campinas, o São Paulo venceu a Ponte Preta por 3 a 2, de virada, e conquistou uma vaga para a semifinal do Campeonato Brasileiro. Apesar de não contar com a vantagem do empate e de ter passado todo o segundo tempo com um atleta a menos - Vágner foi expulso no intervalo -, o Tricolor usou a garra para conseguir a classificação. O próximo adversário, agora, será o Corinthians, domingo, no Morumbi, repetindo a semifinal do Paulista deste ano.
A partida começou muito equilibrada. Ambas as equipes reforçaram a marcação no meio, abusaram das faltas e foram ao ataque. Até a Ponte Preta, que poderia empatar, entrou em campo com uma formação mais ofensiva. O técnico Marco Aurélio improvisou o meia Vander na lateral-esquerda, no lugar de Misso. A estratégia, porém, acabou beneficiando o São Paulo, que soube explorar o setor em perigosas descidas de Anderson e Vágner.
Os campineiros, comandados por Régis, optaram por jogadas pelas pontas. Aos 13 minutos, o atacante abriu o placar, de pênalti, cometido infantilmente pelo zagueiro Nem, substituto de Márcio Santos, barrado por Paulo César Carpegiani. Na comemoração, Régis mostrou uma camisa com a foto de um cachorro da raça pitbull, seu apelido entre os companheiros de equipe. O Tricolor não se abateu e partiu em busca do empate, obtido 20 minutos depois, com Raí, também de pênalti.
O lance da infração, por sinal, foi polêmico. O meia Piá caiu dentro da área da Ponte e pegou a bola com as mãos, reclamando falta. O juiz Alfredo dos Santos Loebeling, no entanto, não concordou com a atitude do jogador, apesar dos protestos dos jogadores da Ponte. O São Paulo deu sinais de reação, mas foi surpreendido, aos 37 minutos, pelo atacante Fabiano, que escorou de cabeça um cruzamento pela esquerda, colocando os campineiros, mais uma vez, em vantagem: 2 a 1. Fabiano aproveitou as falhas de Nem e do goleiro Rogério.
Nas arquibancadas, os torcedores da Ponte ainda faziam festa quando o zagueiro Wilson, aos 42, empatou novamente o jogo
depois de uma confusão na área adversária. A equipe cresceu, enquanto os jogadores da Ponte, nervosos, estavam dispersos em campo. No intervalo, porém, quem perdeu a cabeça foi Vágner, que partiu para cima de um gandula, acusando-o de demora na reposição da bola. Loebeling expulsou o jogador, para o desespero de Rogério e do técnico Carpegiani.
No segundo tempo, mesmo com um atleta a menos, mas com a obrigação de vencer, o São Paulo passou a marcar a saída de bola da Ponte. A pressão deu certo e o gol da virada não demorou a sair. Desta vez, Edmílson antecipou-se ao goleiro Alexandre e, de cabeça, marcou, depois de escanteio cobrado por Marcelinho, pela direita.
A Ponte, então, passou a ter a missão de ganhar. Precavido, Carpegiani trocou o atacante Jaques, o substituto de França, contundido, por Márcio Santos. Os campineiros pressionaram, Rogério brilhou com grandes defesas e a equipe garantiu a classificação. "Apesar de tudo que aconteceu, o São Paulo chega fortalecido às semifinais", afirmou, no final, Carpegiani. Ficha Técnica: Ponte Preta 2 x 3 São Paulo. Gols Régis (pênalti) aos 13, Raí (pênalti) aos 33, Fabiano aos 37 e Wilson aos 42 minutos do primeiro tempo; Edmílson aos 7 do segundo. Ponte Preta Alexandre; Daniel, Fábio Luciano, Ronaldão e Vander; Alex, Roberto (Misso), Mineiro e Piá (Claudinho); Fabiano e Régis. Técnico Marco Aurélio. São Paulo Rogério; Anderson, Wilson, Nem (Carlos Miguel) e Fábio Aurélio; Jorginho, Edmílson, Vágner e Raí; Jaques (Márcio Santos) e Marcelinho (Souza). Técnico Paulo César Carpegiani. Juiz Alfredo dos Santos Loebeling (SP). Cartão amarelo Alex, Roberto, Régis, Jorginho, Raí e Anderson. Cartão vermelho Vágner (no intervalo). Renda e Público Não divulgados. Local Moisés Lucarelli, em Campinas.

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