São Paulo – O São Paulo recuperou a confiança diante da torcida na vitória de domingo (25) sobre o Corinthians, por 1 a 0, no Morumbi, no primeiro jogo da semifinal do Campeonato Paulista. Além de uma bela exibição, os donos da casa quebraram o jejum em clássicos na temporada e derrotaram, pela primeira vez em 15 anos, o time do Parque São Jorge em jogos de mata-mata.

A vantagem construída pela equipe do técnico Diego Aguirre permite que jogue por um empate na quarta-feira (28), em Itaquera, para avançar à decisão do Estadual. Mas, mais importante, o São Paulo foi aguerrido e lutou por cada pedaço da gramado como há muito tempo não se via no Morumbi.

Não à toa, o time saiu de campo aplaudido pelos mais de 42 mil torcedores que compareceram ao estádio. Foi o reconhecimento a uma equipe que soube se impor dentro de casa e não deu chances para um adversário combalido.

A quantidade de desfalques de Corinthians e São Paulo foi determinante para o baixo nível técnico da partida. Ao todo, as duas equipes não puderam contar com 13 jogadores neste domingo. O São Paulo teve sete ausências, com Anderson Martins, Edimar, Júnior Tavares, Hudson, Valdívia, Rodrigo Caio e Cueva. Já o Corinthians teve seis desfalques, que foram Fagner, Balbuena, Romero, Jadson, Renê Junior e Rodriguinho. O atacante Clayson foi para o jogo, mas ficou no banco por estar com dores no joelho.

Os visitantes sentiram mais a falta dos principais jogadores, principalmente do meia Rodriguinho, que sentiu dores no músculo posterior da coxa esquerda durante o aquecimento, já no gramado do Morumbi, e acabou substituído momentos antes do jogo por Emerson Sheik.

Assim, o Corinthians jogou o primeiro tempo como um time acéfalo. A equipe só se preocupava em defender. O São Paulo se aproveitou da postura do adversário e tomou conta do jogo.

Com a posse de bola e trocando passes com paciência, o problema do São Paulo foi insistir demais nos cruzamentos para o meio da área. Mesmo assim, após dominar o primeiro tempo, o gol saiu aos 47 minutos. O atacante Tréllez cortou o lançamento de Mantuan e avançou em velocidade. Cássio espalmou o chute do atacante para o meio da área. O armador Nenê, sozinho, aproveitou o rebote para colocar o São Paulo em vantagem.

No segundo tempo, a partida mudou. O São Paulo recuou a marcação e passou a esperar o Corinthians. A situação era cômoda para a equipe porque os jogadores do Corinthians pareciam não saber o que fazer com a bola e só trocavam passes de lado.

O Corinthians não tinha a imprevisibilidade de Rodriguinho ou a visão de jogo privilegiada de Jadson. Era um time comum e, assim, virou presa fácil. Sobrava transpiração, mas faltava inspiração e, assim, o jogo se arrastou até o apito final.

EM SÃO PAULO
SÃO PAULO 1
Sidão; Militão, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Jucilei, Petros e Liziero (Araruna); Nenê (Morato), Marcos Guilherme (Lucas Fernandes) e Tréllez. Técnico: Diego Aguirre
CORINTHIANS 0
Cássio; Mantuan, Pedro Henrique, Henrique e Sidcley; Ralf, Gabriel, Maycon e Mateus Vital; Sheik (Pedrinho) e Júnior Dutra (Lucca). Técnico: Fábio Carille
GOL: Nenê, aos 47 do 1º tempo
ÁRBITRO: Raphael Claus
RENDA: R$ 1.488.811
PÚBLICO: 42.830 pagantes
LOCAL: Estádio do Morumbi

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