São Paulo tira Palmeiras nos cartões
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de abril de 2002
Agência Estado 
São Paulo - O futebol brasileiro consegue destaque na imprensa internacional. E mais uma vez de forma negativa. O esdrúxulo regulamento do Torneio Rio-São Paulo classificou o São Paulo para a final da competição, em dia histórico para o esporte do País. O clássico entre São Paulo e Palmeiras empatou por 2 a 2, no sábado, no Morumbi, e o time do técnico Nelsinho Baptista avançou porque recebeu menos cartões amarelos na soma dos dois jogos, 4 contra 7 do rival.
O primeiro confronto também havia terminado em igualdade (1 a 1). O juiz Carlos Eugênio Simon, que distribuiu os cartões, acabou sendo personagem central e decisivo para o resultado final, roubando a cena dos ídolos, os atletas.
A revolta dos palmeirenses após a partida era muito grande. O time foi melhor na fase de classificação que o adversário e também mais disciplinado. Mesmo assim, por causa do regulamento, acabou eliminado. O São Paulo decide o título sem ter vencido nem sequer um clássico. O Palmeiras foi melhor no campeonato e os homens, em sala com ar-condicionado, estragaram o campeonato e a imagem do nosso futebol, inclusive o nosso presidente (Mustafá Contursi), esbravejou o meia Alex. Parabéns para o Eduardo José Farah (presdidente da Liga Rio-São Paulo), ironizou Paulo César Gusmão, o PC, auxiliar técnico de Vanderlei Luxemburgo.
Jogo emocionante - Logo aos 5 minutos, o goleiro Rogério Ceni e o torcedor do São Paulo tiveram um momento de grande alegria. Rogério, que deverá ser convocado para disputar a Copa do Mundo, fez gol de falta no titular da seleção brasileira, Marcos. Ele cobrou pelo chão e a bola passou pela barreira. O palmeirense não teve tempo de evitar o lance.
O empate não demorou muito a sair. E ocorreu por meio da jogada mais forte do Palmeiras. Arce cobrou escanteio e Christian, de cabeça, fez: 1 a 1. Estava bem colocado e aproveitei o cruzamento do Arce. O gol desestruturou completamente o time do Morumbi, que, aos 26, sofreu o segundo. O colombiano Muñoz, que atuou no lugar de Itamar, machucado, errou o chute, mas a bola sobrou para Magrão. O volante tocou com categoria na saída de Rogério.
O São Paulo chegou ao gol de empate aos 36 minutos do segundo tempo. Adriano cobrou falta da direita e Gustavo Nery marcou de cabeça: 2 a 2. Como o São Paulo recebeu menos cartões amarelos na soma dos dois jogos, 4 contra 7, acabou se classificando para a final.


