São Paulo - O técnico Muricy Ramalho foi o principal desfalque do São Paulo no empate contra o Figueirense, pela Copa Sul-americana. Vítima de um mal-estar repentino, ele acompanhou a partida na capital catarinense do hotel. A expectativa é que o treinador retome suas funções normais no final de semana, no jogo diante do Goiás, em Goiânia, pelo Campeonato Brasileiro.
''Hoje (quinta-feira), o Muricy já está bem melhor, continua tomando medicamentos e deve melhorar ainda mais até o final de semana. Vamos acompanhá-lo e ver a evolução'', disse o médico do clube, José Sanchez, durante desembarque no Aeroporto de Congonhas.
Durante o jogo em Florianópolis, Muricy Ramalho teve o monitoramento do outro médico do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, que também faz a função de superintendente de futebol. O dirigente usou o bom humor ao falar das reações do treinador na noite anterior.
''Não ficamos no mesmo quarto porque poderia ser uma virose. A gente se falou pelo telefone diversas vezes. O Muricy melhorou principalmente no momento em que o Botafogo tomou o terceiro gol do Corinthians'', afirmou Marco Aurélio Cunha, lembrando da ajuda do rival no Campeonato Brasileiro. ''Foi bom, agradeço ao meu amigo Vampeta'', provocou o dirigente.
No desembarque de ontem, como tinha sido informado pela assessoria de imprensa do São Paulo anteriormente, Muricy Ramalho não concedeu entrevistas. Ele deve conversar com os jornalistas após o treino da manhã de hoje, no Centro de Treinamento da Barra Funda.
Ceni - Mais uma vez, o goleiro Rogério Ceni foi peça fundamental no São Paulo durante o empate diante do Figueirense. Além de grandes defesas, o capitão são-paulino deixou sua marca. Foi o 30º gol de pênalti de sua carreira. No total, Rogério tem 75 gols. Apesar de mais uma marca importante, o goleiro preferiu valorizar o resultado obtido na capital catarinense. ''Todo gol que faço é importante. Contribuiu para o São Paulo não sair com uma derrota contra o Figueirense'', lembrou o camisa um.
Em compensação, Rogério ressaltou as dificuldades do jogo no estádio Orlando Scarpelli. ''O vento influencia bastante na bola e dificulta. Mas é sempre um local gostoso de se jogar'', disse o goleiro, que utilizou durante os 90 minutos um cachecol para se proteger do frio.

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