São Paulo tenta segunda final consecutiva
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terça-feira, 01 de agosto de 2006
Giuliano Villa Nova 
São Paulo - Se não perder para o Chivas, às 21h45, no Morumbi, o São Paulo se classifica para a segunda final seguida da Copa Libertadores e fica perto de igualar a marca do time de Telê Santana, que venceu o torneio em 1992 e 1993. As equipes são muito diferentes, mas a possibilidade de conquista é semelhante, principalmente depois da vitória são-paulina por 1 a 0, no primeiro jogo, em Guadalajara.
Para tentar igualar as glórias do passado, o time de Muricy Ramalho garante que não vai se acomodar com o teórico favoritismo. ''O São Paulo não sabe apenas se defender, mas precisamos ser inteligentes: marcar forte, sem dar espaços e sem fazer loucuras'', afirmou Muricy. ''O Chivas tem atacantes velozes e joga melhor fora de casa.''
Os são-paulinos também terão de justificar o apoio de sua torcida o Morumbi terá lotação máxima e provar porque são os atuais campeões. ''A camisa do São Paulo tem história, somos respeitados em qualquer país que vamos jogar'', afirma o zagueiro Lugano. ''Estamos confiantes e vamos dar a vida para chegar à final.''
Fabão e Edcarlos formarão a zaga com Lugano André Dias ainda não resolveu a pendência judicial com o Goiás , repetem o trio campeão mundial contra o Liverpool, e prometem atuação tão boa quanto a da primeira semifinal. ''Precisamos ter atenção e lembrar que se não sofrermos gols, estaremos na final'', raciocinou Fabão.
Gols Com a vantagem obtida no primeiro duelo, no Estádio Jalisco, em Guadalajara, o São Paulo fica ainda mais perto da vaga na decisão se conseguir fazer um gol no Chivas. Nesse caso, o time brasileiro só seria eliminado de sofresse dois gols algo que, na Libertadores, só os próprios mexicanos conseguiram, ainda na primeira fase.
E fazer gols em casa não é tarefa tão difícil para o time de Muricy Ramalho, que já balançou as redes adversárias 87 vezes em 2006 média de 1,97 gols por jogo e só não marcou seis vezes neste ano, sendo apenas duas em seu estádio: nas derrotas por 1 a 0 para o Juventus, no Estadual, e nos 4 a 0 para o Santos, no domingo, pelo Brasileiro, quando utilizou os reservas. ''É importante mantermos a posse de bola, como fizemos no primeiro jogo'', recomenda o centroavante Ricardo Oliveira.
EM SÃO PAULO
São Paulo
Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Edcarlos; Souza, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Leandro e Ricardo Oliveira. Técnico: Muricy Ramalho
Chivas Guadalajara
Oswaldo Sánchez; Francisco Rodríguez, Héctor Reynoso, Johnny Magallón e Gonzalo Pineda; Omar Esparza, Ramón Morales, Patrício Araújo e Juan Pablo Rodríguez; Adolfo Bautista e Omar Bravo. Técnico: Manuel de la Torre
Árbitro: Daniel Giménez (ARG)
Estádio: Morumbi
Horário: 21h45


